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213 questões encontradas
UNICAMP · 2025 · Inglês
Leia o texto a seguir. Police under fire after threat to arrest ‘openly Jewish’ man near pro-Palestinian protest Scotland Yard criticised after suggesting Gideon Falter’s presence was ‘provocative’ and he was ‘antagonising’ protesters (https://www.telegraph.co.uk/news/2024/04/19/. Acesso em 20/04/2024.) Depreende-se, da leitura desse texto, que
A imagem a seguir apresenta a transcrição de um diálogo em um vídeo publicado no Instagram. (Adaptado de https://www.instagram.com/dhar.mann. Acesso em 12/04/2024.) No diálogo, a principal característica da reformulação da fala da médica é a inserção de
Use as informações do texto e da figura a seguir para a escolha da alternativa correta. Images generated with artificial intelligence (AI) are often not faithful representations of reality. The chart illustrates the level of disparity between a realistic representation of race and gender in various professions and the images generated by AI. The center line in this graph means equal representation. In one case, AI-generated images exclusively represented a certain profession as being held by white males, even though it is actually held by a range of men, women, white, and non-white people. In another case, although more than half of the people holding this position self-identified as white, AI represented it as being held solely by women who were primarily non-white. (Adaptado de https://www.nature.com/articles/d41586-024-00674-9. Acesso em 02/05/2024.) Considerando as informações da figura, quais as duas profissões referidas no texto?
De acordo com o texto 1, a escassez de autores afro-americanos em obras de ficção científica representa um
O texto 2 toca em um aspecto central do afrofuturismo e remete ao tema do questionamento do texto 1. Assim, pode-se dizer que o poema reconhece que
O post a seguir foi retirado da rede social de ALOK, artista cujos trabalhos abordam questões de gênero e identidade. My first word was irony. Growing up a boy, they called me too feminine. When I finally claimed femininity as my own, they called me a man. These are grammar lessons: some of us are only allowed to be thought, never to think. When they insist that our pronouns violate grammar to some degree, they are right. Grammar is less about the mechanics of language, more the monopoly of it. It´s not just about who can speak, but who gets to speak. He who controls the word controls the world. What they mean is: don´t object to remaining object. You are not a subject (unless you subject yourself to me). Subject. Predicate. Power. What this means is that we could both launch the same words and they would still land in different places. I could spend the rest of my life articulating every detail, every grain, every follicle. And still they would not understand. Because of what I look like. No: because of what they feel about what I look like. This is what it feels (Adaptado de www.instagram.com/p/C51W1v8vXo9/. Acesso em 22/04/2024.) No post, a argumentação é articulada a partir dos diferentes sentidos das palavras
Leia o resumo de uma pesquisa que, em 2021, já alertava para questões climáticas e fatores a elas relacionados. Politics of attributing extreme events to climate change Climate change shapes weather events. However, describing it as the cause of disasters can be misleading, since disasters are caused by pre-existing fragilities and inequalities on the ground. Attribution is not neutral. Hence, analytic frames that attribute disaster to climate can divert attention from place-based vulnerabilities and their sociopolitical causes. While politicians may blame climate change, the public may hold the government accountable for inadequate investments in flood or drought prevention. To be strategic and moral, framing choices must therefore be sensitive to context and to how the values implicit within analytic frames about the causes of disasters shape policy responses. Such sensitivity requires multicausal analysis of weather-linked disasters to reduce the damages. Through examples from around the world, especially Brazil, we discuss how and why climate-centric disaster framing can erase from view—and, thus, from policy agendas—the very socioeconomic and political factors that centrally cause vulnerability and suffering in weather extremes. (Adaptado de https://wires.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/wcc.750. Acesso em 15/05/2024.) Qual alternativa expressa corretamente os argumentos dos autores do texto?
UNICAMP · 2025 · Português
Esse trabalho da artista Simone Siss expressa
Texto 2 Maria era uma boa moça Pra turma lá do Gantois* Era Maria vai com as outras Maria de coser, Maria de casar Porém o que ninguém sabia É que tinha um particular Além de coser, além de rezar Também era Maria de pecar (Fragmento da canção Maria vai com as outras, de Vinícius de Moraes e Toquinho, gravada em 1971.) ------* Um dos principais terreiros de candomblé da cidade de Salvador. Pronuncia-se gantoá. A partir da forma e do significado da expressão “maria vai com as outras”, podemos afirmar que
Na tira de Wesley Samp, a relação entre o verbal e o não verbal se dá por meio de uma
Enquanto o povo da cidade se sentia muito importante, eu, por minha vez, me sentia necessário. Eles, porém, não me viam como alguém necessário, me viam como alguém útil. Para eles eu era um servidor, um serviçal. Eu era útil, mas poderia ser substituído porque não era necessário. Percebi que o povo da cidade tinha relações de utilidade e importância, mas não tinha relações de necessidade. Para nós, a pessoa que é importante não é quase nada. É aquela pessoa que se acha ótima, mas não serve. O termo que tem valor para nós é necessário. Há pessoas que são necessárias e há pessoas que são importantes. As pessoas que são importantes acham que as outras pessoas existem para servi-las. As pessoas necessárias são diferentes, são pessoas que fazem falta. Pessoas que precisam estar presentes, de quem se vai atrás. (SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: UBU/Piseagrama, p. 24, 2023.) Considerando o ponto de vista apresentado no texto de Antônio Bispo dos Santos sobre os “tipos de pessoa”, a personagem que fala nos quadrinhos de Wesley Samp pode ser caracterizada como alguém que
Qual o macete de ‘Macetando’? Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando...”. (Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.) Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
(Postagem de Renato Janine Ribeiro em seu perfil no Facebook, publicada em 27/2/2024.) O “duplo sentido” a que o autor se refere está relacionado a uma
O excerto a seguir, do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, narra o encontro entre a protagonista e o Gato de Cheshire: O Gato apenas sorriu ao avistá-la. Alice achou que ele parecia afável. Mas como tinha garras muito compridas e dentes bem graúdos, sentiu que devia tratá-lo com respeito. – Gatinho de Cheshire – começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso. “Ótimo, parece que ele gostou”, pensou ela, e prosseguiu: – Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. – Não me importa onde... – disse Alice. – Nesse caso não importa por onde você vá – disse o Gato. – ...conquanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como explicação. – É claro que isso acontecerá – disse o Gato –, desde que você ande por algum tempo. (CARROLL, L. Aventuras de Alice no país das maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, p. 68-69, 2016.) A partir da leitura do trecho e da compreensão do todo da narrativa, pode-se afirmar que o excerto é um exemplo
UNICAMP · 2025 · Literatura
A citação a seguir, de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, apresenta como o narrador conheceu o protagonista. Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como a da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame. Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião. (BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.) A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
“Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por estes dias, choro até de mais”. (CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de Poligamia. São Paulo: Companhia das Letras [Companhia de Bolso], p. 14, 2021.) “Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama (...) ela nos protegia com seu abraço (...). Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?” (EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 17-18, 2016.) A partir da leitura dos trechos e da compreensão do todo da narrativa, podemos afirmar que, comparativamente, os textos exprimem,
“(...) Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa [de conhaque] para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras (...)”. (ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.) No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
Em “Sonhos para adiar o fim do mundo”, o pensador Ailton Krenak conta-nos que um pajé Xavante sonhou que a terra ficaria desolada diante da ação predatória dos homens brancos. Escreve Krenak no livro: “Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”. (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.) No trecho, as preocupações dos pajés evocam
Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça. Todo mundo tem o direito De viver cantando. O meu único defeito É viver pensando Em que não realizei E é difícil realizar. Se eu pudesse dar um jeito Mudaria o meu pensar. O pensamento é uma folha desprendida Do galho de nossas vidas Que o vento leva e conduz, É uma luz vacilante e cega, É o silêncio do cipreste Escoltado pela cruz. Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico
UNICAMP (Simulado) · 2027 · Inglês
QUESTÃO 1 (Tirinha de Jim Davis. Disponível em https://www.pinterest.com/ pin/garfield--470978073516302103/. Acesso em 10/05/2024.) Com base na tirinha, podemos dizer que
QUESTÃO 2 Leia a publicação da UNHCR ( United Nations High Commissioner for Refugees ). Did you know that forced displacement may bring a 20% higher risk of intimate partner violence? Displacement can increase tension within families and multiply triggers of abuse. Services for survivors are vital services. (Disponível em https://twitter.com/Refugees/status/16567850505563 99616. Acesso em 12/05/2023.) A publicação da UNHCR ressalta
QUESTÃO 3 Os textos A e B foram adaptados da página “ Commons – Sustainable Lifestyle App ”, publicada no Instagram. Texto A Texto B Not only is social media deteriorating into a modern-day purchasing experience, it also feeds into a never-ending cycle of FOMO (fear of missing out). You're no longer seeing what your friends have, you're seeing what everybody, everywhere has. And, of course, you want it. It's new ! Our constant cycle of production is actually a cycle of resource usage and waste. We need to upcycle our items and to prioritize secondhand purchases for the "new" things we do need. (Adaptado de https :// www. instagram .com/p/ DDPpA6vPDTS/. Acesso em 15/05/2025.) O principal tema dos textos A e B é (i) ________________. No texto A, há várias palavras formadas a partir de processos marcados por (ii) ___________.
QUESTÃO 4 Rosy Brook he bought a book Though he didn’t know to spell it. Such is the lure of literature To the lad who can buy it and sell it. (Disponível em JOYCE, J. Outra poesia. São Paulo: Syrinx, 2022.) Do pequeno poema de James Joyce, pode-se inferir que Rosy Brook
QUESTÃO 5 The word of the year is a common one. But it doesn’t mean what you think This year’s pick refers to a specific definition pertaining to artificial intelligence: “to produce false information contrary to the intent of the user and present it as true and factual.” It’s when chatbots and other AI tools confidently make stuff up. “The term ‘hallucinate’ seems fitting for a time in history in which new technologies feel like the stuff of dreams or fiction — especially when they produce fictions of their own”, said Grant Barrett, lexicographer. This increases the concern that it could reinforce racist and sexist biases and sow misinformation. However, to some AI researchers, this term anthropomorphizes AI, ascribing ill intent to language learning models that are trained on datasets influenced by humans. Additionally, experts compare “hallucinate” to other tech terms that initially had different meanings, such as “spam” and “virus.” This is a common evolution linguists call metaphorical extension. “It represents this unfortunate discrepancy between what we want to happen with technology, yet it’s never quite there”, said Barrett. (Adaptado de Dictionary.com’s word of the year is a common one. But it doesn’t mean what you think. CNN US, 12 de dezembro de 2023. Disponível em https://edition.cnn.com/2023/12/12/us/dictionary-2023word-hallucinate-cec/index.html. Acesso em 30/05/2024.) A palavra discutida no texto, usada em referência a programas de inteligência artificial, pode ser considerada
QUESTÃO 6 What does a black woman's body in a historically white space look like? Serena Williams, disagreeing with a call made against her in two different matches, shouted: “I swear to God!”; “I’m very angry and bitter right now. I feel cheated. Shall I go on? I feel robbed.” As offensive as her outburst might be, it is difficult not to applaud her for reacting immediately to being thrown against a sharp white background. Her body, trapped in a racial imaginary, is governed by a collapsed relationship that had promised to play by the rules. Perhaps this is how racism feels - the rules everyone else gets to play by no longer apply to you, and to resist it by calling out “I swear to God" is to be called insane. Bad sportsmanship. Serena's frustrations exist within history. To understand that is to see Serena as hemmed in as any other black body thrown against our American background. (Adaptado de RANKINE, C. Citizen – an American Lyric. New York: Graywolf Press, 2014.) Ao relatar episódios vividos pela tenista Serena Williams, a autora do texto
QUESTÃO 7 Leia, a seguir, o resumo de uma pesquisa científica. The concept of sustainability originally addressed the tension between mankind’s aspirations towards a better life and the limitations imposed by nature. Throughout the years, the concept has been re-interpreted, currently encompassing three dimensions: social, economic, and environmental. This paper argues that this change in meaning (a) obscures the real contradiction between the aims of welfare for all and environmental conservation; (b) risks diminishing the importance of the environmental dimension; and (c) separates social from economic aspects, which are one and the same. A return to the original meaning is proposed, where sustainability is concerned with the well-being of future generations and with irreplaceable natural resources – as opposed to the gratification of present needs which we call well-being. A balance must be found between those two, but not by pretending they are three sides of the same coin. Although we use up natural resources at the expense of future generations, we also generate capital (including knowledge) which raises future well-being. This debate centres around the problem of the distinction between ‘weak’ and ‘strong’ sustainability. It is argued that these two do not need to be in opposition but complement one another. (Adaptado de What Is Sustainability, Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI), 01 de novembro de 2010. Disponível em https://www.mdpi.com/2071-1050/2/11/3436. Acesso em 22/05/2024.) Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
UNICAMP (Simulado) · 2027 · Português
QUESTÃO 54 A palavra é uma roupa que a gente veste. Uns gostam de palavras curtas. Outros usam roupa em excesso. Existem os que jogam palavra fora. Pior são os que a usam em desalinho. Alguns usam palavras caras. Poucos ostentam palavras raras. Tem quem nunca troca. Tem quem usa a dos outros. A maioria não sabe o que veste. Alguns sabem e fingem que não. E tem quem nunca usa a roupa certa pra ocasião. Tem os que se ajeitam bem com poucas peças. Outros se enrolam em um vocabulário de muitas. Tem gente que estraga tudo que usa. E você, com quais palavras você se despe? (MOSÉ, V. Facebook em 28 de julho de 2020. Acesso em 15/05/2025.) O primeiro e o último verso do poema sugerem uma
QUESTÃO 55 O texto a seguir é parte de um depoimento de Pabblo Vittar sobre o clipe da música Indestrutível, lançado em 2018. “No clipe, [...] queria passar a verdade do que eu passei e que muitas pessoas passam. Ao mesmo tempo, trazer a mensagem da música mesmo, ao pé da letra, de uma maneira direta e que as pessoas pudessem se enxergar ali [...]. Pessoas que, assim como eu, já passaram por isso na escola, que passam por isso até hoje no trabalho, nas suas casas. Quero mostrar pra elas que elas podem sim ser indestrutíveis, apesar de às vezes não serem aceitas em seus lares, em seus ambientes, mas que elas podem sim mudar o rumo da vida delas. Até porque a gente pode tudo, acreditando na gente.” (Disponível em https://capricho.abril.com.br/entretenimento/pabllo-vitta r-sobre-indestrutivel-meu-luto-pelos-dias-que-a-gente-vive. Acesso em em 01/09/2023.) Entre as marcas de informalidade presentes nesse depoimento de Pabblo Vittar, podemos destacar
QUESTÃO 56 Acrônimos são aquelas sopas de letras maiúsculas que costumam designar entidades de nomes compridos como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ou Unesco (United Nations Education, Scientific and Cultural Organization). Não existem para provocar emoção ou sentimento – em si, são neutros, indolores, inodoros. Exceto pelas cinco letras de WCNSF. Essas ferem, fazem chorar, causam horror e dor. Significam Wounded Child, no Surviving Family, ou Criança Ferida sem Familiares Vivos. A sigla nem existia antes do ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro e da consequente terraplanagem da Faixa de Gaza desencadeada por Israel. Nunca fizera falta, pois em nenhuma guerra anterior a orfandade infantil fora tão maciça. [...] Em Gaza, as crianças WCNSF abrigadas em hospitais ou junto a agências internacionais por vezes nem sequer sabem declinar o nome. Emergem mudas de algum escombro, cobertas de pó e sangue. Não choram, não demonstram medo. Estão em choque, à deriva na devastação geral. (HARAZIM, D. Duas raças. O Globo. Opinião. 18/2/2024, p. 3.) De acordo com o texto, os acrônimos
QUESTÃO 57 No texto, a expressão “em situação de rua” é caracterizada como uma corrupção linguística porque
QUESTÃO 58 CARTA ABERTA AO ANTONIO PRATA Pelo Fórum da Cidade de São Paulo em Defesa da População em Situação de Rua Acreditamos que Antonio Prata esteja desinformado sobre o histórico da luta de rua, por que surgiu o termo “situação de rua” e os prejuízos derivados da utilização da palavra “mendigo”. Quem está na rua não pode ser confundido com a sua situação de vulnerabilidade. Rótulos como “mendigo” e “pedinte” remetem à ideia de pessoas associadas à mendicância, à vadiagem e à delinquência e que não seriam merecedoras de políticas públicas adequadas. São nítidas as causas estruturais que levam ao aumento do número dessas pessoas nas ruas. Reduzir esse grupo heterogêneo à mendicância demonstra má-fé, falta de conhecimento ou pode servir como justificativa para o que a gestão pública tem feito com essas pessoas. O termo “situação de rua” é essencial para o tratamento digno dessas pessoas, que não estão fadadas a ser “mendigo” como o estigma da palavra impõe. Falar em pessoas que estão em situação de rua é defender a cidadania e os direitos garantidos na Constituição. A rua não é lugar para morar e muito menos para sofrer preconceitos! (Adaptado de Resposta do Fórum da Cidade de São Paulo em Defesa da População em Situação de Rua ao artigo de Antonio Prata, intitulado “Pessoas em situação de mendigo” . A resposta foi publicada no perfil do Fórum no Instagram em 09/05/2025. https://www.insta gram.com/ p/DJctgQIP66N/?img_index=1. Acesso em 01/07/2025.) Para confrontar a opinião expressa no texto de Antonio Prata, a carta aberta argumenta que
QUESTÃO 59 Texto 1 (Quadrinhos de May Solimar. Disponível em https://www.instagram. com/p/C2U4i8ELO42/?img_index=1. Acesso em 11 de maio de 2025.) TEXTO 2 Mas afinal, o que é racismo ambiental? O termo foi criado para descrever a forma como as populações mais pobres e marginalizadas são afetadas de forma desproporcional pelos impactos ambientais negativos, como a poluição do ar, a contaminação da água, as enchentes e o desmatamento. [...] O racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas. Essas comunidades muitas vezes são construídas em áreas que não são seguras para a habitação, como encostas de morros ou margens de rios. Isso significa que os moradores das favelas estão expostos a um maior risco de sofrerem com as inundações e deslizamentos de terra. [...] O resultado é uma qualidade de vida muito inferior à das pessoas que vivem em áreas mais ricas e protegidas, afetando a saúde e bem-estar dos moradores das favelas. As comunidades indígenas e quilombolas também são afetadas pelo racismo ambiental. Muitas vezes, elas vivem em áreas de grande valor ecológico, como florestas e reservas naturais, e têm um conhecimento profundo desses ecossistemas. No entanto, essas comunidades têm pouca influência sobre as políticas que afetam seus territórios e geralmente são excluídas do processo de tomada de decisão. (Mas, afinal, o que é racismo ambiental. Fundo Brasil. Publicado em 03/05/2023. Disponível em https://www.fundobrasil.org.br/blog/o-quee-racismo-ambiental-e-como-afeta-as-comunidades-marginalizadas/. Acesso em 11/05/2025.) O trecho do texto 2 que melhor expressa o antagonismo representado no texto 1 é
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QUESTÃO 60
QUESTÃO 61 “E quando, após longos dias de viagem para chegar à minha terra, pude contemplar extasiada os olhos de minha mãe, [...] só então compreendi. Minha mãe trazia, serenamente em si, águas correntezas. Por isso, prantos e prantos a enfeitar o seu rosto. A cor dos olhos de minha mãe era cor de olhos d’água. Águas de mamãe Oxum! Rios calmos, mas profundos e enganosos para quem contempla a vida apenas pela superfície. Sim, águas de mamãe Oxum*.” (EVARISTO, C. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 18-19, 2016.) *Oxum: em religiões de matriz africana, divindade do amor, das águas doces, da fertilidade, entre outros. No encaminhamento final do conto “Olhos d’água”, de Conceição Evaristo, a personagem-narradora compreende que a cor dos olhos maternos equivale à “cor de olhos d’água”. A metáfora das águas pode ser interpretada como expressão
QUESTÃO 62 “A ideia de escrever esta monografia nasceu-me da leitura diurna e noturna das biografias do Dr. Pelino Guedes. São biografias de ministros, todas elas, e eu entendi fazer as dos escribas ministeriais [...]” (BARRETO, L. Explicação necessária. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2023, p. 53.) “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que não sou um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; [...]” (ASSIS, M. de. Óbito do autor. Memórias póstumas de Brás Cubas. Campinas; SP: Editora da UNICAMP, 2026, p. 61.) Refletindo, comparativamente, sobre as narrativas de vida, “biografia” e “memórias”, conforme praticadas por Augusto Machado e por Brás Cubas, é correto afirmar que os personagens
QUESTÃO 63 AO SHOPPING CENTER Pelos teus círculos Vagamos sem rumo Nós almas penadas Do mundo do consumo. De elevador ao céu Pela escada ao inferno: Os extremos se tocam No castigo eterno. Cada loja é um novo Prego em nossa cruz. Por mais que compremos Estamos sempre nus Nós que por teus círculos Vagamos sem perdão À espera (até quando?) da Grande Liquidação. (PAES, J. P. Prosas seguidas de Odes mínimas. São Paulo: Companhia das Letras, p. 73, 1992.) No todo do poema, é possível afirmar que a ode mínima de José Paulo Paes
QUESTÃO 64 No conto “Uma experiência privada”, que integra a coletânea No seu pescoço, de Chimamanda Adichie, publicada em 2017, a jovem protagonista Chika extrai de sua experiência que
QUESTÃO 65 Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica psiquiátrica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos nas janelas, a camisa branca de um e a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício. Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse. Ai-ai! alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram, O táxi já tinha dobrado a esquina. Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens do céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram. (ABREU, C. F. Morangos Mofados. 9ª. ed. São Paulo: Companhia das Letras, p. 142, 2015.) A citação encerra o conto “Aqueles dois”, do livro Morangos mofados de Caio Fernando Abreu. A partir do excerto e da sua leitura do conto, é correto afirmar que a
UNICAMP · 2026 · Inglês
QUESTÃO 1 Leia o texto 1 e as informações do texto 2. Texto 1 (Disponível em https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2025-01-05/ fernanda-torres-golden-globes-2025-im-still-here. Acesso em 22/05/2025.) Texto 2 1. noun [C] − an outcome that goes against what was considered to be the most likely result. 2. adjective − unhappy, worried, angry, or disappointed because something unpleasant has happened. (Adaptado de https://www.collinsdictionary.com/dictionary/english/upset. Acesso em 22/05/2025.) O texto 1 causou indignação nas redes sociais. Algumas pessoas comentaram: “Se eles estão upset, a gente tá happy!”. O mal-entendido se deve à polissemia, em inglês, da palavra "upset". É correto afirmar que, no texto 1, “upset” é usada com o sentido da
QUESTÃO 2 Em um vídeo publicado no canal do Youtube do The New York Times, o diretor de “Ainda Estou Aqui” descreve cenas do filme. Apresenta-se, a seguir, a transcrição da fala do diretor. 30 minutes into the film, before any of these scenes, everything in the movie conveys a sense of normalcy. From this point onward, though, this frame revolves around subtraction: of light, as the drapes are shut, of sounds from the outside, of music. In this other one, we see the last intimacy moment between the couple, framed by the military officers, emphasizing a sense of suffocation in what was once a safe place: the family house. Then, we see the first of the only two close-ups in the entire film. We saved it for Eunice’s last glance at Rubens. From here on, we are with her. “I'm Still Here” becomes her film. Observe três quadros extraídos do filme. (Imagens e texto adaptados de https://www.youtube.com/watch?v=mtXCWXkgCFg. Acesso em 01/05/2025.) Assinale a alternativa que apresenta os quadros na ordem em que foram descritos no texto.
QUESTÃO 3 Leia a tirinha a seguir. (Adaptado de https://toonut.com. Acesso em 15/05/2025.) A tirinha, em seu sentido geral, faz uma crítica à
QUESTÃO 4 (Adaptado de https://www.nytimes.com/2025/05/13/business/inflation-prices-tariffs. html. Acesso em 15/05/2025.) Segundo o texto,
QUESTÃO 5 Apresenta-se, a seguir, uma citação (texto 1) que originou uma obra de arte (texto 2). Há também um parágrafo (texto 3) que descreve e explica essa obra. Texto 1 “I do not always feel colored (…). I feel most colored when I am thrown against a sharp white background.” (Adaptado de HURSTON, Z. N. How it feels to be colored me. 1928.) Texto 2 Texto 3 The artist Glenn Ligon has stenciled the sentences over and over until the words dissolve into abstract patterns. He built on a text by Zora Neale Hurston, who describes leaving the protective black community of her childhood and suddenly confronting the issue of race. The smearing in the painting’s illegible words embody her confusion about this, something Ligon builds on: “Oil paint wants to spread out and smudge. After trying to make perfect letters, I realized that the smudging and disappearance of the letters was more interesting than trying to make perfect letters.” (Adaptado de https://whitney.org/media/720. Acesso em 29/04/2025.) De acordo com o texto 3, é correto afirmar que
QUESTÃO 6 Leia o resumo de um artigo científico. Incels: Masculinity in the Transition to Adulthood Incels are men who are members of an online community that experiences an unmet desire for sex and blame women for their struggle. Since 2019 there have been several mass murder attacks committed by Incels motivated by Incel ideology creating a threat of future violence. While the vast majority of Incels do not commit such attacks, researchers have begun to study Incels to prevent violence and uncover the true nature of this community. The study of Incels is incipient; therefore, more knowledge about interventions to address the struggles of involuntary celibacy is needed. This paper emphasizes the masculinity strain experienced by Incels who attempt to perform hegemonic masculinity as part of the transition to adulthood but fall short because of their lack of sexual activity. This work proposes the creation and implementation of Incel-specific, online therapeutic interventions and continued research directly with the Incel community to uncover the complexities of Incel experiences. (Adaptado de https://link.springer.com/article/10.1007/s12119-024-10201-7. Acesso em 16/05/2025.) De acordo com o resumo, é correto afirmar que
QUESTÃO 7 Leia a carta a seguir. Dear Members of the Harvard Community, For years, the federal government’s grants to Harvard have helped lead to groundbreaking innovations. Recently, the federal government has threatened its partnerships over accusations of antisemitism on our campuses. A list of demands was issued, warning that Harvard must comply if we intend to “maintain our financial relationship with the government.” Most of these demands are unprecedented and represent direct governmental regulation of the “intellectual conditions” at Harvard. They include requirements to audit the viewpoints of our students and faculty, and to “reduce their power” for their ideological views. We will not accept that. The University will not surrender its independence or relinquish its constitutional rights. No government should dictate what universities can teach and which areas of inquiry they can pursue. We do not take our moral duties lightly and we have taken many steps to address and fight antisemitism on campus. However, this will not be achieved by assertions of power, unmoored from the law, to dictate how we operate. Sincerely, Alan M. Garber (President of Harvard University) (Adaptado de https://www.harvard.edu/president/news/2025/the-promise-of-american-higher-education/. Acesso em 07/05/2025.) Assinale a alternativa correta em relação ao posicionamento do presidente de Harvard em sua carta.
UNICAMP · 2026 · Literatura
QUESTÃO 60 Em seu ensaio “A vida não é útil”, Ailton Krenak elege Carlos Drummond de Andrade como um de seus “escudos”. Ele cita a última estrofe de “O Homem; as Viagens”, poema publicado em As impurezas do Branco (1973). Reproduzimos, a seguir, a primeira e a segunda estrofe desse poema: “O Homem; as Viagens O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua. Lua humanizada: tão igual à Terra. O homem chateia-se na Lua. Vamos para Marte – ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte. Marte humanizado, que lugar quadrado. (...)”. (ANDRADE, C. D. O Homem; As viagens, As impurezas do Branco. In: Poesia Completa. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar, p. 718, 2002.) (KRENAK, A. A vida não é útil. Pesquisa e organização de Rita Carelli. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.) Em relação às reflexões de Ailton Krenak, é correto afirmar que esse trecho do poema
QUESTÃO 61 Leia os textos 1 e 2. Texto 1 Aos óculos Só fingem que põem o mundo ao alcance dos meus olhos míopes. Na verdade, me exilam dele com filtrar-lhe a menor imagem. Já não vejo as coisas como são: vejo-as como eles querem que as veja. Logo, são eles que veem, não eu que, mesmo cônscio do logro, lhes sou grato por anteciparem em mim o Édipo curioso de suas próprias trevas. (PAES, J. P. Prosas seguidas de Odes mínimas. São Paulo: Companhia das Letras, p. 63, 1992.) Texto 2 “Do grego odé e do latim ōde (ou ōda), a ode era, na antiguidade clássica, um poema destinado a ser cantado, ou um canto alegre, triste ou lírico. Era um poema de alguma extensão, de elevado assunto ou nobre, expressando sentimentos ilustres, em homenagem a algo ou a alguém. Apresentava também a elaboração estrófica, bem como estilo formal nobre e cerimonioso”. (Adaptado do verbete “Ode”, elaborado por Ana Ladeira. In: CEIA, C. E-Dicionário de termos literários (projeto abrigado pela Universidade Nova de Lisboa). Disponível em https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/ode. Acesso em 31/05/2025.) É correto afirmar que a ode mínima de José Paulo Paes reelabora a definição clássica de “ode” ao
QUESTÃO 62 No conto “Réplica”, que integra a coletânea No seu pescoço, de Chimamanda Adichie, a protagonista vive
QUESTÃO 63 Leia a citação a seguir, extraída do conto “Pera, uva ou maçã?”, publicado no livro Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu, e assinale a alternativa correta sobre o excerto. Foi então que vi aquelas ameixas e achei tão bonitas e tão vermelhas que pedi um quilo e era minha última grana certo porque meus pais não me dão nada e daí eu pensei assim se comprar essas ameixas agora vou ter que voltar a pé para casa mas que importa volto a pé mesmo pode ser até que acorde um pouco e aquela coisa lá longe volte pra perto de mim e então eu vinha caminhando devagarinho as ameixas eu não conseguia parar de comer sabe já tinha comido acho que umas seis estava toda melada quando dobrei a esquina aqui da rua e ia saindo um caixão de defunto do sobrado amarelo na esquina certo acho que era um caixão cheio quer dizer com defunto dentro porque ia saindo e não entrando certo e foi bem na hora que eu dobrei não deu tempo de parar nem de desviar daí então eu tropecei no caixão e as ameixas todas caíram assim paf! na calçada e foi aí que eu reparei naquelas pessoas todas de preto e óculos escuros e lenços no nariz e uma porrada de coroas de flores devia ser um defunto muito rico certo e aquele carro fúnebre ali parado e só aí eu entendi que era um velório. (ABREU, C. F. Morangos Mofados. 9ª. ed. São Paulo: Companhia das Letras, p. 105-106, 2015.)
QUESTÃO 64 O sineiro era um preto velho e doido. Não fazia mais que tocar o sino da capela, para a missa, aos domingos. O resto do tempo vivia calado ou resmungando. Ninguém lhe falava, embora fosse manso. [...] Com a razão, perdera a convivência dos mais. Vivia entregue aos pensamentos solitários, mergulhado na inconsciência e na solidão. A moça representava aos olhos dele alguma coisa mais do que uma simples criatura, era a sociedade humana, e uma sombra de sombra da consciência antiga. (ASSIS, M. de. Casa Velha. Apresentação e notas de Paulo Franchetti. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, p. 85-86, 2023.) No enredo de Casa Velha, é possível afirmar que a cena em que aparece a figura do sineiro cumpre o papel de
QUESTÃO 65 Leia os versos da canção abaixo e assinale a alternativa correta. ALVORADA Alvorada lá no morro, que beleza, Ninguém chora, não há tristeza, Ninguém sente dissabor. O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo. E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo. Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida. E o que me resta é bem pouco, quase nada, do que ir assim vagando numa estrada perdida. (CARTOLA. Alvorada. In: Cartola. Rio de Janeiro: Marcus Pereira Discos, 1974.)
QUESTÃO 15 Leia o texto a seguir. Police under fire after threat to arrest ‘openly Jewish’ man near pro-Palestinian protest Scotland Yard criticised after suggesting Gideon Falter’s presence was ‘provocative’ and he was ‘antagonising’ protesters (https://www.telegraph.co.uk/news/2024/04/19/. Acesso em 20/04/2024.) Depreende-se, da leitura desse texto, que
QUESTÃO 16 A imagem a seguir apresenta a transcrição de um diálogo em um vídeo publicado no Instagram. (Adaptado de https://www.instagram.com/dhar.mann. Acesso em 12/04/2024.) No diálogo, a principal característica da reformulação da fala da médica é a inserção de
QUESTÃO 17 Use as informações do texto e da figura a seguir para a escolha da alternativa correta. Images generated with artificial intelligence (AI) are often not faithful representations of reality. The chart illustrates the level of disparity between a realistic representation of race and gender in various professions and the images generated by AI. The center line in this graph means equal representation. In one case, AI-generated images exclusively represented a certain profession as being held by white males, even though it is actually held by a range of men, women, white, and non-white people. In another case, although more than half of the people holding this position self-identified as white, AI represented it as being held solely by women who were primarily non-white. 100% 0 100% white non-white* (Adaptado de https://www.nature.com/articles/d41586-024-00674-9. Acesso em 02/05/2024.) Considerando as informações da figura, quais as duas profissões referidas no texto?
QUESTÃO 18 De acordo com o texto 1, a escassez de autores afro-americanos em obras de ficção científica representa um
QUESTÃO 19 O texto 2 toca em um aspecto central do afrofuturismo e remete ao tema do questionamento do texto 1. Assim, pode-se dizer que o poema reconhece que
QUESTÃO 20 O post a seguir foi retirado da rede social de ALOK, artista cujos trabalhos abordam questões de gênero e identidade. My first word was irony. Growing up a boy, they called me too feminine. When I finally claimed femininity as my own, they called me a man. These are grammar lessons: some of us are only allowed to be thought, never to think. When they insist that our pronouns violate grammar to some degree, they are right. Grammar is less about the mechanics of language, more the monopoly of it. It´s not just about who can speak, but who gets to speak. He who controls the word controls the world. What they mean is: don´t object to remaining object. You are not a subject (unless you subject yourself to me). Subject. Predicate. Power. What this means is that we could both launch the same words and they would still land in different places. I could spend the rest of my life articulating every detail, every grain, every follicle. And still they would not understand. Because of what I look like. No: because of what they feel about what I look like. This is what it feels (Adaptado de www.instagram.com/p/C51W1v8vXo9/. Acesso em 22/04/2024.) No post, a argumentação é articulada a partir dos diferentes sentidos das palavras
QUESTÃO 21 Leia o resumo de uma pesquisa que, em 2021, já alertava para questões climáticas e fatores a elas relacionados. Politics of attributing extreme events to climate change Climate change shapes weather events. However, describing it as the cause of disasters can be misleading, since disasters are caused by pre-existing fragilities and inequalities on the ground. Attribution is not neutral. Hence, analytic frames that attribute disaster to climate can divert attention from place-based vulnerabilities and their sociopolitical causes. While politicians may blame climate change, the public may hold the government accountable for inadequate investments in flood or drought prevention. To be strategic and moral, framing choices must therefore be sensitive to context and to how the values implicit within analytic frames about the causes of disasters shape policy responses. Such sensitivity requires multicausal analysis of weather-linked disasters to reduce the damages. Through examples from around the world, especially Brazil, we discuss how and why climate-centric disaster framing can erase from view—and, thus, from policy agendas—the very socioeconomic and political factors that centrally cause vulnerability and suffering in weather extremes. (Adaptado de https://wires.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/wcc.750. Acesso em 15/05/2024.) Qual alternativa expressa corretamente os argumentos dos autores do texto?
QUESTÃO 35 Esse trabalho da artista Simone Siss expressa
QUESTÃO 36 Texto 2 Maria era uma boa moça Pra turma lá do Gantois* Era Maria vai com as outras Maria de coser, Maria de casar Porém o que ninguém sabia É que tinha um particular Além de coser, além de rezar Também era Maria de pecar (Fragmento da canção Maria vai com as outras, de Vinícius de Moraes e Toquinho, gravada em 1971.) ------* Um dos principais terreiros de candomblé da cidade de Salvador. Pronuncia-se gantoá. A partir da forma e do significado da expressão “maria vai com as outras”, podemos afirmar que
QUESTÃO 37 Na tira de Wesley Samp, a relação entre o verbal e o não verbal se dá por meio de uma
QUESTÃO 38 Enquanto o povo da cidade se sentia muito importante, eu, por minha vez, me sentia necessário. Eles, porém, não me viam como alguém necessário, me viam como alguém útil. Para eles eu era um servidor, um serviçal. Eu era útil, mas poderia ser substituído porque não era necessário. Percebi que o povo da cidade tinha relações de utilidade e importância, mas não tinha relações de necessidade. Para nós, a pessoa que é importante não é quase nada. É aquela pessoa que se acha ótima, mas não serve. O termo que tem valor para nós é necessário. Há pessoas que são necessárias e há pessoas que são importantes. As pessoas que são importantes acham que as outras pessoas existem para servi-las. As pessoas necessárias são diferentes, são pessoas que fazem falta. Pessoas que precisam estar presentes, de quem se vai atrás. (SANTOS, Antônio Bispo dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: UBU/Piseagrama, p. 24, 2023.) Considerando o ponto de vista apresentado no texto de Antônio Bispo dos Santos sobre os “tipos de pessoa”, a personagem que fala nos quadrinhos de Wesley Samp pode ser caracterizada como alguém que
QUESTÃO 39 Qual o macete de ‘Macetando’? Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando...”. (Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.) Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
QUESTÃO 40 (Postagem de Renato Janine Ribeiro em seu perfil no Facebook, publicada em 27/2/2024.) O “duplo sentido” a que o autor se refere está relacionado a uma
QUESTÃO 41 O excerto a seguir, do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, narra o encontro entre a protagonista e o Gato de Cheshire: O Gato apenas sorriu ao avistá-la. Alice achou que ele parecia afável. Mas como tinha garras muito compridas e dentes bem graúdos, sentiu que devia tratá-lo com respeito. – Gatinho de Cheshire – começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso. “Ótimo, parece que ele gostou”, pensou ela, e prosseguiu: – Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? – Isso depende muito do lugar para onde você quer ir – disse o Gato. – Não me importa onde... – disse Alice. – Nesse caso não importa por onde você vá – disse o Gato. – ...conquanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice como explicação. – É claro que isso acontecerá – disse o Gato –, desde que você ande por algum tempo. (CARROLL, L. Aventuras de Alice no país das maravilhas. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo: Editora 34, p. 68-69, 2016.) A partir da leitura do trecho e da compreensão do todo da narrativa, pode-se afirmar que o excerto é um exemplo
QUESTÃO 42 A citação a seguir, de Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, apresenta como o narrador conheceu o protagonista. Num país em que, com tanta facilidade, se fabricam manipansos milagrosos, ídolos aterradores e deuses onipotentes, causa pasmo que a Secretaria dos Cultos não seja tão conhecida como a da Viação. Há, entretanto, nela, no seu Museu e nos seus registros, muita cousa interessante e digna de exame. Foi, por ocasião de desempenhar-me da incumbência do meu diretor, que vim a conhecer Gonzaga de Sá, afogado num mar de papeis, na seção de “alfaias, paramentos e imagens”, informando muito seriamente a consulta do vigário de Sumaré, versando sobre o número de setas que devia ter a imagem de S. Sebastião. (BARRETO, Lima. Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. São Paulo: Edição da Revista do Brasil, p. 17, 1919.) A partir dessa citação e da leitura do romance, é correto afirmar que Lima Barreto usa a personagem Gonzaga de Sá para
QUESTÃO 43 “Vou ao espelho tentar descobrir o que há de errado em mim. Vejo olheiras negras no meu rosto, meu Deus, grandes olheiras! Tendo andado a chorar muito por estes dias, choro até de mais”. (CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de Poligamia. São Paulo: Companhia das Letras [Companhia de Bolso], p. 14, 2021.) “Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama (...) ela nos protegia com seu abraço (...). Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?” (EVARISTO, Conceição. Olhos D’água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, p. 17-18, 2016.) A partir da leitura dos trechos e da compreensão do todo da narrativa, podemos afirmar que, comparativamente, os textos exprimem,
QUESTÃO 44 “(...) Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa [de conhaque] para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras (...)”. (ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.) No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
QUESTÃO 45 Em “Sonhos para adiar o fim do mundo”, o pensador Ailton Krenak conta-nos que um pajé Xavante sonhou que a terra ficaria desolada diante da ação predatória dos homens brancos. Escreve Krenak no livro: “Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”. (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.) No trecho, as preocupações dos pajés evocam
QUESTÃO 46 Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça. Todo mundo tem o direito De viver cantando. O meu único defeito É viver pensando Em que não realizei E é difícil realizar. Se eu pudesse dar um jeito Mudaria o meu pensar. O pensamento é uma folha desprendida Do galho de nossas vidas Que o vento leva e conduz, É uma luz vacilante e cega, É o silêncio do cipreste Escoltado pela cruz. Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico
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QUESTÃO 1 ‘Nevou’ no Rio Em pleno verão, o fenômeno que vem chamando atenção nas ruas do Rio é conhecido como “nevada carioca”, ou apenas “nevou”. Trata-se da mania de descolorir, platinando os cabelos até os fios ficarem completamente brancos, que tomou conta das cabeças dos jovens de Norte a Sul e virou a febre do momento. A onda começou às vésperas do Natal, ganhou força no réveillon e entrou em janeiro lotando os salões. Nascida nas comunidades e nos subúrbios, a tendência ultrapassou fronteiras geográficas e sociais da cidade, principalmente depois de ganhar as redes e de ter conquistado artistas e atletas. Cabeleireiros e donos de salão apostam que o modismo resiste com força até os dias de folia. (Adaptado de: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2023/01/nevou-no-rio-mania-de-descolorir-o-cabelo-ate-ficar-quase-branco-vira-moda-entre-os-cariocas.ghtml. Acesso em 22/06/2023.) No texto, o verbo nevar apresenta sentido
QUESTÃO 2 Assinale a alternativa em que todas as palavras listadas têm um mesmo referente dentro do texto.
QUESTÃO 3 Texto 1 Vivemos no limiar de uma transição, em que a automação ocupará cada vez mais espaços na sociedade. Neste novo cenário, há um componente atuando com desenvoltura entre nós. Suas ações e decisões, invisíveis e muitas vezes autônomas, estão cada vez mais presentes no dia a dia da vida contemporânea. Seu comportamento, no entanto, é opaco e pouco compreendido. Trata-se dos algoritmos. São eles que, muitas vezes, decidem se você é contratado ou demitido, se você vai ter acesso a um benefício social, se seu visto de imigração vai ser concedido ou negado, quais notícias você vai ver nas redes sociais, qual o melhor trajeto do trabalho para casa ou qual o parceiro mais apropriado para um relacionamento. (Adaptado de: MENDONÇA, R.F.; FIGUEIRAS, F.; ALMEIDA, V. Algoritmos controlam sociedade e tomam decisões de vida ou morte. Folha de S. Paulo, 7 abr. 2021.) (Quadrinhos com o personagem laranja e amarelo, que representa um algoritmo, da série criada por André Dahmer. Disponível em: https://diplomatique.org.br/novas-tirinhas-de-andre-dahmer-transformam-algoritmo-em-personagem-intrometido/. Acesso em 28/07/2023.) A partir do texto 1, é possível afirmar que o texto 2 explora o fato de que os algoritmos
QUESTÃO 4 O anúncio (Texto 1) reproduzido a seguir foi postado nas redes sociais da Portela, escola de samba carioca, para divulgar uma festa literária. A escola, que traz a águia como símbolo em todos os seus desfiles (Texto 2), completou 100 anos em 2023. Texto 1 Texto 2 Considerando a imagem no texto 2, podemos afirmar que o texto 1 promove uma
QUESTÃO 5 O texto a seguir é um trecho da canção Pantanal, que foi tema de abertura da novela com o mesmo nome, exibida originalmente pela TV Manchete em 1990 e regravada pela TV Globo em 2022. Lendas de raças, cidades perdidas nas selvas do coração do Brasil. Contam os índios de deuses que descem do espaço no coração do Brasil. Redescobrindo as Américas quinhentos anos depois, Lutar com unhas e dentes pra termos direito a um depois. Fim do milênio, resgate da vida, do sonho, do bem. A terra é tão verde e azul. Os filhos dos filhos dos filhos dos nossos filhos verão. (Pantanal, letra de Marcus Viana, gravada pelo grupo Sagrado Coração da Terra na coletânea em LP Sagrado – Farol da Liberdade, lançada em 1991 pelo selo Sonhos & Sons.) Nesse trecho da canção, podemos identificar
QUESTÃO 6 je ne parle pas bien* je ne parle pas bien je ne parle pas bien je ne parle pas bien eu tenho uma língua solta que não me deixa esquecer que cada palavra minha é resquício da colonização cada verbo que aprendi conjugar foi ensinado com a missão de me afastar de quem veio antes nossas escolas não nos ensinam a dar voos [...] reinvenção nossa revolução surge e urge das nossas bocas das falas aprendidas que são ensinadas e muitas não compreendidas salve, a cada gíria je ne parle pas bien [...] o que era pra ser arma de colonizador está virando revide de ex colonizado estamos aprendendo as suas línguas e descolonizando os pensamento * Je ne parle pas bien, do francês, significa “Eu não falo direito”. Podemos afirmar que o uso repetido do verso Je ne parle pas bien no poema slam de Luz Ribeiro
QUESTÃO 7 Texto 1 “Que século, meus Deus! – exclamaram os ratos E começaram a roer o edifício”. (“Edifício Esplendor” (1955), de Carlos Drummond de Andrade, epígrafe do conto “Seminário dos Ratos”, de Lygia Fagundes Telles.) Texto 2 Epígrafe é um paratexto (um texto que acompanha o texto principal), que pode justificar ou comentar um título ou texto; referenciar a relação entre o autor do texto e o da epígrafe; criar um efeito por meio do qual a presença da epígrafe já evoca a identificação do autor do texto com uma época ou movimento. (Adaptado de: GENETTE, G. Paratextos Editoriais. Tradução de Álvaro Faleiros. Cotia: Ateliê Editorial, 2009.) Considerando os textos 1 e 2, assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 8 Leia o trecho da reportagem: “Mulher espancada após boatos em rede social morre no Guarujá, SP (...) A dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores do Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social (...)” (G1, Santos, 05/05/2014. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html. Acessado em 04/07/2023.) Assinale o trecho de um dos contos a seguir – extraídos de EVARISTO, Conceição. Olhos d’Água. Rio de Janeiro: Pallas; Fundação Biblioteca Nacional, 2016 –, trecho este que relaciona o acontecimento da reportagem ao texto de ficção:
QUESTÃO 9 No início da novela Casa Velha, de Machado de Assis, o cônego da Capela Imperial, um personagem da história, assumindo a voz narrativa dela, conta a seus interlocutores: “– Não desejo ao meu maior inimigo o que me aconteceu no mês de abril de 1839.” (MACHADO DE ASSIS. Casa Velha. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986, p. 11.) De acordo com o texto, o acontecimento desagradável que vitimou o religioso faz com que ele possa ser considerado, ao final da narrativa, como
QUESTÃO 10 “Um deles viu umas contas brancas de rosário, acenou que lhas dessem e divertiu-se muito com elas. Enrolou-as ao pescoço, depois tirou-as e embrulhou-as no braço, e acenava para a terra e depois para as contas, e em seguida para o colar do capitão, dando a entender que eles dariam ouro por aquilo. Isto nós entendíamos assim porque queríamos. Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto nós não queríamos entender, porque não lho daríamos." (CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Achamento do Brasil. Campinas: Editora da UNICAMP, p. 108, 2001.) Em seu relato de viagem, Pero Vaz de Caminha
QUESTÃO 11 Em 1921, Mário de Andrade, escrevendo a série de artigos “Mestres do passado”, publicados no Jornal do Comércio (edição de São Paulo), observou: "Tarde [de Olavo Bilac] foi uma promessa de anos seguidos. Tais são, tão salientes os artifícios e tão repetidos que muito bem provam o esforço do poeta decaído da poesia e a sua parca inspiração (...).” (ANDRADE, M. Mestres do passado – Olavo Bilac. In: BRITO, M.S. História do modernismo brasileiro. Antecedentes da Semana de Arte Moderna. 5.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p. 288-289, 1978.) Relacione, ao poema a seguir, o trecho da crítica anterior, assinalando a alternativa que coincide com a ideia geral de Mário sobre a obra de Bilac. As estrelas Olavo Bilac Desenrola-se a sombra no regaço Da morna tarde, no esmaiado anil; Dorme, no ofego do calor febril, A natureza, mole de cansaço. Vagarosas estrelas! passo a passo, O aprisco desertando, às mil e às mil, Vindes do ignoto seio do redil Num compacto rebanho, e encheis o espaço... E, enquanto, lentas, sobre a paz terrena, Vos tresmalhais tremulamente a flux, – Uma divina música serena Desce rolando pela vossa luz: Cuida-se ouvir, ovelhas de ouro: a avena Do invisível pastor que vos conduz... (BILAC, Olavo. Tarde. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, p. 42-43, 1919.) Esmaiado: esmaecido, pálido Aprisco: curral Redil: curral para o gado ovino ou caprino; rebanho de ovelhas Tresmalhar: Afastar-se, perder-se do rebanho Flux: fluxo Avena: flauta pastori l
QUESTÃO 12 Leia as duas citações a seguir, extraídas do início e do final de O Ateneu: “Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam. Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma (...)”. “Aqui suspendo a crônica das saudades. Saudades verdadeiramente? Puras recordações, saudades talvez, se ponderarmos que o tempo é a ocasião passageira dos fatos, mas sobretudo — o funeral para sempre das horas.” (POMPEIA, Raul. O Atheneu (Chronica de saudades). Rio de Janeiro: Tipografia de Gazeta de Notícias, p 3-4 e 368, 1888.) Com base nessas duas citações, é possível afirmar que, ao fim da narrativa de Sérgio sobre sua vida no colégio, o narrador
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QUESTÃO 66 Texto 1 I have a dream that one day down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of interposition and nullification; that one day right down in Alabama little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers (Martin Luther King, 1963). (Adaptado de: https://kr.usembassy.gov/martin-luther-king-jr-dream-speech-1963/. Acesso em 26/05/2023.) Texto 2 Considere os dois textos e assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 67 Em uma visita a um museu de arte indígena, um estudante observou uma obra seguida de uma placa explicativa: In some indigenous cultures, headdresses represent Native peoples’ right to govern themselves according to their own laws. The materials they are constructed with can vary greatly, including wood, iron, feathers, and ivory. Rather than using gridded designs (symbols of spiritual beliefs) or putting birds or mammals at center stage, as several others do, horns were attached to this headdress, an emblem of power reserved for those “whose exceeding worth and power is admitted by all the nation”. (Imagens (nas alternativas) e texto (acima) adaptados de: https://americanindian.si.edu/ exhibitions/infinityofnations/introduction.html. Acesso em 31/05/2023.) Qual das imagens corresponde à descrição da placa?
QUESTÃO 68 O texto a seguir é parte de uma chamada para publicação de artigos em uma edição especial da revista Nature. The environmental and ethical implications of traditional livestock rearing, combined with an increasing global population and demand for protein-rich nutrition, has led to investments in alternative protein research. One emerging approach is cellular agriculture, in which traditional ‘meat’ tissues, such as muscle and fat cells from cows, chicken and fish, or alternative protein sources, such as algae, are cultivated under controlled laboratory conditions. However, the optimisation of these protocols is highly dependent on cell types, and further development is required to make cellular agriculture an economically viable alternative to traditional sources of protein. This special issue welcomes research on improvements to cellular agriculture protocols to maximize sustainable protein production. (Adaptado de: https://www.nature.com/collections/chhdggaffd. Acesso em 12/05/2023.) Qual seria o tópico específico da edição especial ao qual o texto se refere?
QUESTÃO 69 Em uma matéria para um site, jornalistas fizeram interações com o ChatGPT a fim de analisar sua capacidade de criar textos possivelmente problemáticos. Para tanto, eles pediram que o programa de inteligência artificial reescrevesse um e-mail que seria, hipoteticamente, usado como golpe. Eis o texto reescrito pelo ChatGPT: “Hey there. You're probably wondering why you're getting this e-mail. The truth is, I put some malware on a website that you visited. My malware took control of your browser and recorded everything, including your contacts from your messenger, Facebook, and e-mail account. To top it all off, I also took videos of you. So I'll give you the option to make a deal before I do anything with it.” (Adaptado de: https://mashable.com/article/chatgpt-scary-uses. Acesso em 12/05/2023.) O e-mail criado pelo programa chama a atenção
QUESTÃO 70 Netflix’s “Wednesday” draws many real-world parallels. It features unusual creatures (werewolves and psychics) collectively referred to as Outcasts, while they refer to non-supernatural humans as Normies. The Outcasts are stand-ins for anyone othered by society, such as indigenous people, People of Color, the LGBT+, and the neurodivergent. Every so often, the Normies’ distrust in the Outcasts boils over into hatred and violence, and the othering and dehumanization normalizes violence against the Outcasts in day-to-day life. In the show, the town’s colonial era saw Outcasts not only being “othered”, but also murdered by Pilgrims. These acts of butchery were all but erased from their history books. It’s a distressingly familiar story. (Adaptado de: https://atribecalledgeek.com/woe-to-the-colonizer-an-indigenous-perspective-of-wednesday/. Acesso em 12/05/2023.) A análise do autor sobre “Wednesday” se apoia em
QUESTÃO 71 “Guardians of the Galaxy Vol.3” does something few movies have ever done: it tells a compassionate story about testing on animals to a Marvel-size audience. The film features gorgeously animated animals who take moviegoers on an emotional rollercoaster while exposing the evils of animal testing. The strength of James Gunn’s screenplay lies in the fact that it doesn’t back away from the tough subject matter, and we’re thrilled by a story about having empathy for all animals. For his compelling portrayal of Rocket and for reminding moviegoers that animals tortured in laboratories are not the numbers tattooed on them, PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) is honoring Gunn with the “Not a Number” Award. (Adaptado de: https://www.peta.org/blog/guardians-of-the-galaxy-vol-3/. Acesso em 19/05/2023.) Para a autora dessa crítica, o diferencial do filme está
QUESTÃO 72 No trecho a seguir, observa-se o uso de uma variedade linguística de inglês conhecida como African American Vernacular English (AAVE). Ainda que tão diversa e sofisticada quanto quaisquer outras variedades, a AAVE ainda é estigmatizada por ter características linguísticas diferentes daquelas que marcam a variedade de prestígio, isto é, a padrão. “– Listen, God love everything you love – and a mess of stuff you don't. (…) It always making little surprises and springing them on us when us least expect. (…) Man corrupt everything (…) He try to make you think he everywhere (…), you think he God. But he ain't. (…) I start to wonder why us suffer. Why us black. It didn’t take long to realize I didn’t hardly know nothing.” Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas no trecho a seguir: É correto dizer que o excerto apresenta aspectos linguísticos – que diferem dos observados na variedade padrão – como (i) _________, e que sua temática central é a (ii) ________.
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QUESTÃO 1 Texto 1 (MARZ, Marília. Folha de São Paulo, 4 jun. 2022, p. A2.) Texto 2 Cracolândia vive 30 anos de eterno retorno Repressão à droga não faz mais do que dispersar usuários; especialistas cobram articulação de políticas Ela surgiu na Santa Efigênia, nos cruzamentos da rua dos Gusmões com as pequenas ruas dos Protestantes e do Triunfo, logo atrás da Estação Ferroviária da Luz, no centro de São Paulo. E há quase 30 anos, migra de um quarteirão para outro, em modo constante, se esparramando pelos bairros vizinhos. A itinerância da maior cena aberta de uso de crack e outras drogas do país, batizada de cracolândia nos anos 1990, é fruto ora de um jogo de esconde-esconde, a partir do mando do crime organizado, ora do empurra-empurra das operações policiais que incidem sobre ela, onde quer que esteja. (Adaptado de MENA, Fernanda, Cracolândia vive 30 anos de eterno retorno. Folha de São Paulo, 4 jun. 2022, p. B4.) Indique a alternativa que apresenta palavras ou termos do Texto 2 diretamente relacionados a elementos representados na charge (Texto 1).
QUESTÃO 2 Papo Preto: Vamos falar sobre transfeminismo? Neste episódio do podcast Papo Preto, o apresentador Yago Rodrigues e a cinegrafista Débora Oliveira recebem Jarda Maria, que se tornou símbolo da luta pelos direitos das transexuais em Recife após ingressar na Universidade Federal de Pernambuco. Ela fala sobre os desafios de ocupar e se manter no ambiente acadêmico e da importância de compreender o que é o transfeminismo. Jarda explica que o conceito de transfeminismo ou feminismo trans surge nos EUA quando foi percebido que as pautas discutidas no feminismo não abarcavam a situação das mulheres trans e travestis. Ela diz que há muita cobrança em cima da comunidade de transexuais e travestis sobre os motivos e as causas da violência que sofrem todos os dias, mas as respostas devem partir da sociedade, que deve praticar a não violência e dar exemplos. “Nós já estamos preocupadas em pensar esses meios de sobrevivência, que as pessoas que movimentam a transfobia pensem os movimentos de enfrentamento. A transfobia e a travestifobia são problemáticas cisgêneras e não nossa. Nós somos vítimas desse processo”, afirma Jarda. (PAPO PRETO 69: Vamos falar sobre transfeminismo? [Locução de] Yago Rodrigues. S. I. Ecoa Produções, 09/03/2020. Podcast. Disponível em https://uol.com.br/ecoa/videos/2022/03/09/papo-preto-69-vamos-falar-sobre-transfeminism0.htm. Acesso em 20/10/2022.) Sobre as ocorrências do item trans no texto, podemos afirmar que
QUESTÃO 3 Examinando a relação do título com o corpo do excerto da reportagem de revista, o que representa a quebra do “silêncio dos hospícios”?
QUESTÃO 4 Com base ainda no texto, “falatório” pode ser considerado como
QUESTÃO 5 (Fonte: Twitter. https://twitter.com/_paulo_bruno/status/1513855458456616969. Acesso em 03/06/2022.) O texto apresenta a reprodução de uma postagem em Twitter do ilustrador e quadrinista Paulo Bruno. Considerando o texto e as duas imagens do tuíte, assinale a alternativa que melhor descreve o sentido de “interpretação” nesse contexto particular de uso.
QUESTÃO 6 Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua diferente do português que tenha incorporado um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que foi apelidado de “sufixo frustrativo”. Bom, é assim no kotiria, um idioma da família linguística tukano falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo com a forma -ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá? Basta pegar o verbo ir, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”. (Adaptado de: LOPES, R. J. L. A sofisticação das línguas indígenas. Superinteressante, 18/11/2021.) O excerto, retirado de uma revista de jornalismo científico, exemplifica um processo de formação de palavras na língua indígena kotiria e o compara com o uso da hashtag #sqn. É correto afirmar que essa comparação
QUESTÃO 7 Na última crônica da série “Bons dias!”, de 29 de agosto de 1889, série na qual um tema são as questões gerais em torno do curandeirismo, o narrador enuncia: “Hão de fazer-me esta justiça, ainda os meus mais ferrenhos inimigos; é que não sou curandeiro, eu não tenho parente curandeiro, não conheço curandeiro, e nunca vi cara, fotografia ou relíquia, sequer, de curandeiro. Quando adoeço, não é de espinhela caída*, — coisa que podia aconselhar-me a curanderia; é sempre de moléstias latinas ou gregas. Estou na regra; pago impostos, sou jurado, não me podem arguir a menor quebra de dever público.” (ASSIS, Machado de. Bons dias! Campinas: Editora da UNICAMP, p. 295, 2008.) * espinhela caída: designação popular para doenças caracterizadas por dores pelo corpo (peito, costas e pernas), além de cansaço físico. Na “profissão de fé”, feita pelo narrador da crônica no parágrafo citado, percebe-se
QUESTÃO 8 Conheço um povo sem poligamia: o povo macua. Este povo deixou as suas raízes e apoligamou-se por influência da religião. Islamizou-se. (...) Conheço um povo de tradição poligâmica: o meu, do sul do meu país. Inspirado no papa, nos padres e nos santos, disse não à poligamia. Cristianizou-se. Jurou deixar os costumes bárbaros de casar com muitas mulheres para tornar-se monógamo ou celibatário. (...) Um dia dizem não aos costumes, sim ao cristianismo e à lei. No momento seguinte, dizem não onde disseram sim, ou sim onde disseram não. (CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 92.) Baseando-se no excerto e na leitura da obra, é correto afirmar que
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QUESTÃO 9 Texto 1 “Parece-me gente de tal inocência que, se nós os entendêssemos e eles a nós, seriam logo cristãos porque eles não têm nem conhecem nenhuma crença. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se tornem cristãos e passem a crer em nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga. Porque certamente esta gente é boa e de boa simplicidade, e imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E, pois, Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, se aqui nos trouxe, creio que não foi sem um motivo.” (CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Achamento do Brasil. Campinas: Editora da UNICAMP, 2001, p. 108.) Texto 2 “As molas do homem primitivo podem ser postas em ação pelo exemplo, educação e benefícios (...). Newton, se houvesse nascido entre os guaranis, seria mais um bípede, que pisara sobre a superfície da Terra; mas um guarani criado por Newton talvez ocupasse o seu lugar. Quem ler o diálogo que traz Léry na sua viagem ao Brasil entre um francês e um velho carijó conhecerá que não falta aos índios bravos o lume natural da razão.” (ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de. Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 50.) A partir dos dois textos, escritos em momentos emblemáticos da história do Brasil (o “achamento” em 1500 e o debate de ideias para a criação de uma constituição em 1823), seria correto afirmar que os povos originários são
QUESTÃO 10 Texto 1 “Desde que, naufragado, se salvara, o marinheiro vivia ali... Como ele não tinha meio de voltar à pátria, e cada vez que se lembrava dela sofria, pôs-se a sonhar uma pátria que nunca tivesse tido: pôs-se a fazer ter sido sua uma outra pátria, uma outra espécie de país com outras espécies de paisagens, e outra gente, e outro feitio de passarem pelas ruas e de se debruçarem das janelas (...)” (PESSOA, Fernando. O Marinheiro. Campinas: Editora da UNICAMP, p. 59, 2020.) Texto 2 “Na capacidade para amoldar-se a todos os meios, em prejuízo, muitas vezes de suas próprias características raciais e culturais, revelou o português melhores aptidões de colonizador do que os demais povos (...). Os portugueses precisaram anular-se durante o longo tempo para afinal vencerem. Como o grão de trigo dos Evangelhos, o qual há de primeiramente morrer para depois crescer e dar muitos frutos.” (HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 224, 2016.) Levando em conta os textos 1 e 2, assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 11 “ Ciclo Manhã. Sangue em delírio, verde gomo, Promessa ardente, berço e liminar: A árvore pulsa, no primeiro assomo Da vida, inchando a seiva ao sol... Sonhar! Dia. A flor, — o noivado e o beijo, como Em perfumes um tálamo e um altar: A árvore abre-se em riso, espera o pomo, E canta à voz dos pássaros... Amar! Tarde. Messe e esplendor, glória e tributo; A árvore maternal levanta o fruto, A hóstia da ideia em perfeição... Pensar! Noite. Oh! saudade!...A dolorosa rama Da árvore a aflita pelo chão derrama As folhas, como lágrimas... Lembrar!” (BILAC, Olavo. Tarde. 1.ed. Rio de Janeiro; São Paulo; Belo Horizonte: Libraria Francisco Alves, p. 12-13, 1919.) No soneto “Ciclo”,
QUESTÃO 12 “Deus fez o mar, as árvore, as criança, o amor O homem me deu a favela, o crack, a trairagem, as arma, as bebida, as puta Eu?! Eu tenho uma Bíblia velha, uma pistola automática e um sentimento de revolta Eu tô tentando sobreviver no inferno”. (RACIONAIS MC’S. Gênesis. In: Sobrevivendo no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, p. 45, 2018.) A palavra “Gênesis” dá nome ao primeiro livro da Bíblia. Considerando a obra, na íntegra, dos Racionais MC’s e o excerto acima dela reproduzido, pode-se dizer que, em relação a esse trecho, “gênesis” seria uma alusão
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QUESTÃO 65 Os textos A e B são postagens no perfil do The New York Times na rede social Instagram. Texto A Texto B (Adaptado de: https://www.instagram.com/p/Cd9JuKEurwI/; https://www.instagram.com/p/CeOjX6UOaZJ/. Acesso em 15/06/2022.) Qual a relação que se estabelece entre os textos A e B ?
QUESTÃO 66 Leia um trecho de um romance publicado em 1985. But if you happen to be a man sometime in the future, and you’ve made it this far, please remember you will never be subject to the temptation or feeling you must forgive, a man, as a woman. But remember that forgiveness too is a power. To beg for it is a power, and to withhold or bestow it is a power, perhaps the greatest. Maybe none of this is about control. Maybe it isn’t really about who can own whom, who can do what to whom and get away with it, even as far as death. Maybe it isn’t about who can sit and who has to kneel or stand or lie down (…). Maybe it’s about who can do what to whom and be forgiven for it. Never tell me it amounts to the same thing. (Adaptado de ATWOOD, Margaret. The Handmaid’s Tale. New York: HMH, p. 134, 1985.) No depoimento, a personagem explicita a relação entre
QUESTÃO 67 O texto a seguir focaliza o termo “audism”, que pode ser traduzido para o português como “ouvintismo”. Audism is an attitude based on thinking that results in a negative stigma toward anyone who does not hear. Like racism or sexism, audism judges, labels, and limits individuals based on whether a person hears and speaks. Audism reflects the medical view of deafness as a disability that must be fixed. It is rooted in the historical belief that deaf people were savages without language. Because many deaf people grew up in hearing families who did not learn to sign, audism may be ingrained. Audism occurs when one: — Asks a deaf person to read your lips or write when s/he has indicated this isn’t preferred. — Asks a deaf person to “tone down” their facial expressions because they make others uncomfortable. — Devotes a significant amount of instructional time for a deaf child to lipreading and speech therapy, rather than educational subjects. (Adaptado de: https://vawnet.org/sc/audism-oppression-lives-deaf-individuals. Acesso em 21/06/2022.) É correto afirmar que o texto
QUESTÃO 68 Segundo o Texto 1, é correto afirmar que a arte de rua é
QUESTÃO 69 Considerando os Textos 1 e 2, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho a seguir. A construção de sentidos na fotografia ( Texto 2 ) se dá, entre outras coisas, por meio da (i) _____________ da palavra pintada no muro. Além disso, a fotografia retrata (ii) ______________ citada no texto apresentado anteriormente ( Texto 1 ).
QUESTÃO 70 COVID AND SMELL LOSS: SOME ANSWERS EMERGE Researchers are making headway in understanding how coronavirus causes loss of smell. Several potential treatments to tackle the condition are undergoing clinical trials, including steroids and blood plasma. Recently, a study surveyed 616,318 people in the United States who have had COVID-19. It found that, compared with those who had been infected with the original virus, people who had contracted the Alpha variant were 50% as likely to have chemosensory disruption. This probability fell to 44% for the Delta variant, and to 17% for Omicron. However, a significant portion of people infected early in the pandemic still experience chemosensory effects. A 2021 study followed 100 people who had had mild cases of COVID-19 and 100 people who repeatedly tested negative. More than a year after their infections, 46% of those who had had COVID-19 still had smell problems; by contrast, just 10% of the control group had developed some smell loss, but for other reasons. Furthermore, 7% of those who had been infected still had total smell loss, or ‘anosmia’, at the end of the year. Given that more than 500 million cases of COVID-19 have been confirmed worldwide, tens of millions of people probably have lingering smell problems. (Adaptado de: https://www.nature.com/articles/d41586-022-01589-z. Acesso em 22/06/2022.) Segundo o texto,
QUESTÃO 71 Leia, a seguir, parte de um discurso da abolicionista estadunidense Sojourner Truth, feito em 1851. “I think that ‘twixt the negroes of the South and the women at the North, all talking about rights, the white men will be in a fix pretty soon. But what’s all this here talking about? That man over there says that women need to be helped into carriages, and lifted over ditches, and to have the best place everywhere. Nobody ever helps me into carriages, or over mud-puddles, or gives me any best place! And ain’t I a woman? Look at me! Look at my arm! I have ploughed and planted, and gathered into barns, and no man could head me! And ain’t I a woman? I could work as much and eat as much as a man – when I could get it – and bear the lash as well! And ain’t I a woman? I have borne thirteen children, and seen most all sold off to slavery, and when I cried out with my mother’s grief, none but Jesus heard me! And ain’t I a woman? (…)” (Disponível em: https://www.nps.gov/articles/sojourner-truth.htm. Acesso em 24/05/2022.) Ao longo do discurso, Sojourner Truth repete a mesma pergunta com a finalidade de
QUESTÃO 72 O Coronavirus Resource Center (CRC) da Johns Hopkins University é uma importante plataforma de dados sobre a COVID-19, com atualizações frequentes sobre a evolução da pandemia. Os gráficos apresentados nas alternativas que respondem a esta questão foram retirados desta plataforma. Considere, agora, o contexto fictício de uma palestra ministrada em uma universidade estrangeira por um pesquisador brasileiro. Na ocasião, o cientista fez comentários sobre a situação da pandemia no Brasil, valendo-se de dados da plataforma do CRC: “As I speak now, in June of 2022, I can say we’ve had a tough time during these past two years in our country. This chart, indicating the number of daily deaths over time, shows how we’ve had a couple of months during the pandemic in which the number of daily deaths was over two thousand. Despite having the number of deaths spike to 3 thousand last year – our highest peak to date – levels had been steadily decreasing ever since. This year, though, there was a slight increase in the number of daily deaths, which nearly reached levels attained towards the beginning of the pandemic.” (Fonte dos gráficos: https://coronavirus.jhu.edu. Acesso em 11/06/2022.) Qual dos gráficos a seguir ilustraria corretamente a fala do pesquisador?
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QUESTÃO 1 Tudo na vida é mortal, tudo se apaga. Se a tua chama se apaga é em ti que está a falta. Faz o que te digo e magia nenhuma te derrubará nesta vida. Tu és feitiço por excelência e não deves procurar mais magia nenhuma. Corpo de mulher é magia. Força. Fraqueza. Salvação. Perdição. O universo inteiro cabe nas curvas de uma mulher. (Paulina Chiziane, Niketche: uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. p. 38.) O excerto acima corresponde a uma das primeiras lições que a conselheira amorosa oferece a Rami, a personagem principal do romance. Tendo em vista as várias peripécias vividas por Rami, essa lição é
QUESTÃO 2 Tenho horror a de aqui a pouco vos ter já dito o que vos vou dizer. As minhas palavras presentes, mal eu as diga, pertencerão logo ao passado, ficarão fora de mim, não sei onde, rígidas e fatais... Falo, e penso nisto na minha garganta, e as minhas palavras parecem-me gente... (Fernando Pessoa, O marinheiro. Campinas: Editora da Unicamp, 2020, p. 51.) O que eu era outrora já não se lembra de quem sou... Às vezes, à beira dos lagos, debruçava-me e fitava-me... Quando eu sorria, os meus dentes eram misteriosos na água... Tinham um sorriso só deles, independentes do meu... (Idem, p. 52.) Nos excertos acima, dois fenômenos são apresentados ao leitor e constituem o principal problema dramático da peça de Fernando Pessoa. Assinale a alternativa que identifica e explica corretamente esses fenômenos.
QUESTÃO 3 As Ondas Entre as trêmulas mornas ardentias, A noite no alto-mar anima as ondas. Sobem das fundas úmidas Golcondas, Pérolas vivas, as nereidas frias: Entrelaçam-se, correm fugidias, Voltam, cruzando-se; e, em lascivas rondas, Vestem as formas alvas e redondas De algas roxas e glaucas pedrarias. Coxas de vago ônix, ventres polidos De alabastro, quadris de argêntea espuma, Seios de dúbia opala ardem na treva; E bocas verdes, cheias de gemidos, Que o fósforo incendeia e o âmbar perfuma, Soluçam beijos vãos que o vento leva... (Olavo Bilac, Tarde. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1919, p.48) Em relação ao soneto de Olavo Bilac (no contexto de sua época), é correto afirmar que a seleção lexical favorece a
QUESTÃO 4 Na ribeira do Eufrates assentado, Discorrendo me achei pela memória Aquele breve bem, aquela glória, Que em ti, doce Sião, tinha passado. Da causa de meus males perguntado Me foi: Como não cantas a história De teu passado bem e da vitória Que sempre de teu mal hás alcançado? Não sabes, que a quem canta se lhe esquece O mal, inda que grave e rigoroso? Canta, pois, e não chores dessa sorte. Respondi com suspiros: Quando cresce A muita saudade, o piedoso Remédio é não cantar senão a morte. (Luís de Camões, 20 sonetos. Org. Sheila Hue. Campinas: Editora da Unicamp, 2018, p.113). Considerando as características formais e o núcleo temático, é correto afirmar que o poema retoma o dito popular
QUESTÃO 5 (...) eu sou um pobre relojoeiro que, cansado de ver que os relógios deste mundo não marcam a mesma hora, descri do ofício. (...) Um exemplo. O Partido Liberal, segundo li, estava encasacado e pronto para sair, com o relógio na mão, porque a hora pingava. Faltava-lhe só o chapéu, que seria o chapéu Dantas, ou o chapéu Saraiva (ambos da chapelaria Aristocrata); era só pô-lo na cabeça, e sair. Nisto passa o carro do paço com outra pessoa, e ele descobre que ou o seu relógio está adiantado, ou o de Sua Alteza é que se atrasara. Quem os porá de acordo? (Machado de Assis, Bons dias. Introdução e notas John Gledson. 3. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2008, p. 79.) Com relação ao excerto da crônica de Machado de Assis, publicada em 05 de abril de 1888 na Gazeta de Notícias, é correto afirmar que a metáfora mecânica faz referência à passagem do tempo, aludindo à expectativa de mudança de
QUESTÃO 6 No ano seguinte, o Ateneu revelou-se-me noutro aspecto. Conhecera-o interessante, com as seduções do que é novo, com as projeções obscuras de perspectiva, desafiando curiosidade e receio; conhecera-o insípido e banal como os mistérios resolvidos, caiado de tédio; conhecia-o agora intolerável como um cárcere, murado de desejos e privações. (Raul Pompeia, O Ateneu. 7ª. ed. São Paulo: Ática, 1980, p. 98.) Com base no excerto que inicia o capítulo VIII do romance de Raul Pompéia e no seu subtítulo – crônica de saudades –, é correto afirmar que a obra é
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QUESTÃO 7 O mural criado pelo artista Denilson Baniwa (texto I) e o excerto da apresentação do Projeto Vidas Indígenas (texto II) tratam da memória dos povos indígenas. Assinale a alternativa que sintetiza os dois textos.
QUESTÃO 8 No texto II ( Projeto Vidas Indígenas ), é utilizada uma metáfora que relaciona “ancião” e “biblioteca”. As citações a seguir tratam da importância de anciãos e anciãs indígenas para a transmissão do conhecimento. Assinale aquela que também faz uso de uma metáfora.
QUESTÃO 9 Leia, a seguir, o título e subtítulo de uma reportagem. (Fonte: Correio 24horas. 21/06/2021.) Ao longo da pandemia da Covid-19 tornou-se cada vez mais recorrente o uso da expressão de língua inglesa home office (em tradução literal, “escritório em casa”) para se referir a trabalho a distância ou a teletrabalho. Indique a alternativa que descreve o processo de composição do neologismo “roça-office”, conforme empregado no título da reportagem.
QUESTÃO 10 Texto I (André Vallias, 2020. Disponível em: https://gramho.com/media/241201996 8340930281. Acessado em 20/06/2021.) Texto II (Hélio Oiticica, Bandeira-poema [Seja marginal, seja herói], 1968. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra2638/bandeirapoema. Acessado em 24/08/2021.) Considere o diálogo intertextual entre os dois poemas e assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 11 No conjunto de seus diferentes usos, a palavra “cultura” pode significar um valor individual do sujeito que “tem cultura”; um valor coletivo de povos, etnias e grupos sociais que produzem bens culturais que podem tornar-se propriedade de alguns; um valor de produto comercializado, como um livro, um quadro, uma peça teatral. O controle da circulação de bens começa com a invenção da imprensa no século XV, seguida da regulação dos direitos autorais e de reprodução. Hoje, a expansão da tecnologia digital, o compartilhamento nas redes e seu monopólio resultam em condições ainda mais complexas de produção, circulação e comercialização de bens culturais. Além disso, tradições milenares no Extremo Oriente e em alguns povos originários da América Latina mostram que o mundo não é só o que chamamos de Ocidente e que as noções de cópia, original, livre e coletivo diferem entre culturas diversas. Nesse contexto, pergunta o autor, como defender uma cultura livre? (Adaptado de Leonardo Foleto, Introdução ao livro A cultura é livre: uma história da resistência antipropriedade. Disponível em https:// outraspalavras.net/alemdamercadoria/cultura-seus-tres-significados-e-sualibertacao/ . Acessado em 10/04/2021.) Com base no que afirma o autor, a defesa de uma cultura livre dependeria
QUESTÃO 12 O texto a seguir faz parte de um glossário publicado nas redes sociais do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). (Fonte: Perfil de Instagram do ACNUR Brasil: Disponível em: https://www. instagram.com/acnurbrasil. Acessado em 26/06/2021.) Sobre os verbetes do glossário do ACNUR, é correto dizer que
QUESTÃO 24 No dia 23 de março de 2021, um navio encalhou no canal de Suez, no Egito. A embarcação tinha 400 metros de comprimento e 60 metros de largura. No ponto onde aconteceu o acidente, o canal de Suez não tem mais do que 200 metros de largura. Abaixo apresentamos uma foto de satélite e uma figura representando a situação. O ângulo indicado na figura abaixo mede. A largura do canal, medida em metros e indicada por na figura anterior, é: 𝐿 Dados: • 2 • cos(2 𝜃 ) = 2 cos ( 𝜃 ) − 1. sen(2 𝜃 ) = 2sen( 𝜃 ) cos( 𝜃 )
QUESTÃO 25 A palavra “ cringe ” viralizou nas redes sociais no Brasil em 2021. Observe sua definição, em português, apontada pelo “Dicionário Informal” on-line: Vergonha alheia; Exemplo de uso da palavra cringe: A cena que presenciamos ontem foi muito cringe. É cada situação cringe que presenciamos. Não consigo nem ver, de tão cringe. Veja, agora, a definição da mesma palavra pelo “Cambridge Dictionary”, também em versão on-line: to suddenly move away from someone or something because you are frightened to feel very embarrassed: • I cringed at the sight of my dad dancing. (Disponível em: https://www.dicionarioinformal.com.br/diferenca-entre/crin ge/inglês/; https://dictionary.cambridge.org/us/dictionary/english/cringe. Acessado em 05/07/2021.) Com base nessas duas definições, pode-se dizer que, em português, a palavra “cringe”
QUESTÃO 26 Em artigo publicado em 14 de junho de 2020, o jornal The Straits Times, de Singapura, apresentou os resultados de uma pesquisa sobre a percepção dos respondentes a respeito das profissões mais essenciais durante a pandemia. A imagem a seguir revela algumas estatísticas obtidas com base nessas respostas. Em um post em sua rede social, o comediante Rishi Budhrani comentou esses resultados: (Disponível em https://creativefolk.co.uk/artists-topping-poll-as-non-essenti al-sparks-outrage/. Acessado em 09/06/2021.) Pode-se dizer que Budhrani
QUESTÃO 27 Em 2020, Joaquin Phoenix ganhou o Oscar de melhor ator por sua interpretação no filme “Coringa”, de 2019. Apresenta-se, a seguir, um trecho de seu discurso na ocasião. “I think whether we’re talking about gender inequality or racism or queer rights or indigenous rights or animal rights, we’re talking about the fight against injustice. We’re talking about the fight against the belief that one nation, one people, one race, one gender, or one species has the right to dominate, control, and use and exploit another with impunity. I think that we’ve become very disconnected from the natural world, and many of us, what we’re guilty of, is an egocentric worldview: the belief that we’re the center of the universe. We go into the natural world, and we plunder it for its resources. We feel entitled to artificially inseminate a cow, and when she gives birth, we steal her baby even though her cries of anguish are unmistakable. Then we take her milk that’s intended for her calf, and we put it in our coffee and our cereal”. (Adaptado de https://www.rev.com/blog/transcripts/joaquin-phoenix-oscaracceptance-speech-transcript-phoenix-wins-for-joker. Acessado em 02/07/ 2021.) Em seu discurso, o ator
UNICAMP · 2022 · Inglês
QUESTÃO 28 On a summer night in 1969, police raided the Stonewall Inn, a bar in New York City that served as a haven for the city’s gay, lesbian, and transgender community. Back then, homosexual acts were illegal in every state in the USA except Illinois, and bars and restaurants could get shut down for having gay employees or serving gay patrons. Most gay bars in New York at the time (including the Stonewall) were operated by the Mafia, who paid corruptible police officers to look the other way and blackmailed wealthy gay patrons by threatening to “out” them. Police raids on gay bars were common, but on that particular night, members of the city’s LGBTQIA+ community decided to fight back, sparking an uprising that would launch a new era of resistance and revolution. Though the gay rights movement didn’t begin at Stonewall, the uprising did mark a turning point, as earlier “homophile” organizations like the Mattachine Society gave way to more radical groups like the Gay Liberation Front and the Gay Activists Alliance. (Adaptado de https://www.history.com/news/stonewall-riots-timeline. Acessado em 04/06/2021.) De acordo com o texto, os protestos de Stonewall representaram
QUESTÃO 29 There is no evidence that hydroxychloroquine helps Covid-19 patients. So why is Congress still discussing it? By Ashish Jha Dean of the Brown University School of Public Health Nov 24, 2020 Last week, in the United States Senate, the conversation was all about the drug hydroxychloroquine. There has been no evidence that hydroxychloroquine improves outcomes for Covid-19 patients; some studies have found that it causes more harm than good. The hearing and the theater around it reflect the disinformation campaigns that have undermined belief in science. Neither Ron Johnson, the Wisconsin senator who is the chairman of the committee, nor his chosen witnesses showed more than a passing interest in evidence. Intuition and the personal experiences of individual doctors were the guiding principles. Early in the pandemic, President Trump referred to hydroxychloroquine as a “game changer”; “I feel good about it”, he said. That’s not how we practice medicine. We have to protect lives through public health measures while we await widespread vaccinations. By endorsing unfounded therapies, we risk jeopardizing a century’s work of medical progress. Do we really want to go back to not using the best evidence to decide which treatments work? Do we want to let politicians prescribe our medications? Science and evidence are the tools we use to know what is true. They are the foundation of modern medicine and public health. (Adaptado de https://www.nytimes.com/2020/11/24/opinion/hydroxychloro quine-covid.html. Acessado em 06/06/2021.) Com base no texto, assinale a alternativa que responde à pergunta apresentada no título do artigo.
QUESTÃO 30 O trecho a seguir pertence ao romance “The Bell Jar” (A Redoma de Vidro), da escritora estadunidense Sylvia Plath. “From the tip of every branch, like a fat purple fig, a wonderful future beckoned and winked. One fig was a husband and a happy home and children, and another fig was a famous poet and another fig was a brilliant professor, (…) and beyond and above these figs were many more figs I couldn't quite make out. (…) I wanted each and every one of them, but choosing one meant losing all the rest, and, as I sat there, unable to decide, the figs began to wrinkle and go black, and, one by one, they plopped to the ground at my feet.” (Disponível em https://www.ted.com/talks/iseult_gillespie_why_should_you _ read_sylvia _plath. Acessado em 20/07/2021.) Qual das imagens representa melhor a reflexão principal do excerto?
QUESTÃO 31 Gaslighting is a form of psychological abuse where a person or group makes someone question their sanity, perception of reality, or memories. People experiencing gaslighting often feel confused, anxious, and unable to trust themselves. The term gaslighting derives from the 1938 play and 1944 film “ Gaslight” , in which a husband manipulates his wife into thinking she has a mental illness by dimming their gas-fueled lights and telling her she is hallucinating. While anyone can experience gaslighting, it is especially common in intimate relationships and in social interactions where there is an imbalance of power. A person who is on the receiving end of this behavior is experiencing abuse. (Disponível em https://www.medicalnewstoday.com/articles/signs-of-gaslig hting. Acessado em 02/06/2021.) Assinale o depoimento feminino que ilustra a prática discutida no texto.
QUESTÃO 32 A poeta e ativista palestina Rafeef Ziadah estava participando da cobertura jornalística do massacre em Gaza quando um jornalista não-palestino perguntou-lhe se as coisas não seriam melhores se os palestinos parassem de ensinar o ódio às suas crianças. Em resposta a essa pergunta, Ziadah compôs o poema “We teach life, sir”, transcrito a seguir: Today, my body was a TV’d massacre that had to fit into sound-bites and word limits. And I perfected my English and I learned my UN resolutions. But still, he asked me, Ms. Ziadah, don’t you think that everything would be resolved if you would just stop teaching so much hatred to your children? Pause. I look inside of me for strength to be patient but patience is not at the tip of my tongue as the bombs drop over Gaza. Today, my body was a TV’d massacre made to fit into soundbites and word limits and move those that are desensitized to terrorist blood. And these are not two equal sides: occupier and occupied. And a hundred dead, two hundred dead, and a thousand dead. And between that, war crime, and massacre, I vent out words and smile “not exotic”, “not terrorist”. No sound-bite will fix this. We teach life, sir. (Adaptado de https://blissonature.wordpress.com/2011/11/17/rafeef-ziadahwe-teach-life-sir-text-transcription-lyrics-words-of-poem/. Acessado em 01/ 07/2021.) A partir da leitura do texto, depreende-se que
UNICAMP · 2021 · Literatura
QUESTÃO 1 Esses artifícios de montagem, mixagem e scratching dão ao rap uma variedade de formas de apropriação que parecem tão volúveis e imaginativas quanto as das artes maiores – como, digamos, as exemplificadas na “Mona Lisa de bigode” de Duchamp e nas múltiplas reduplicações de imagens comerciais pré-fabricadas de Andy Warhol. O rap também apresenta uma variedade de conteúdos. Não apenas utiliza trechos de canções populares, como também absorve ecleticamente elementos da música clássica, de apresentações de TV, de jingles de publicidade e da música eletrônica de videogames. Ele se apropria até mesmo de conteúdos não musicais, como reportagens de jornais na TV e fragmentos de discursos de Malcom X e Martin Luther King. (Richard Shusterman, Vivendo a arte. São Paulo: Editora 34, 1998, p.149.) (Marcel Duchamp, “Mona Lisa de Bigode”, 1919.) A emergência e a consolidação do rap como linguagem artística foram cercadas de polêmicas de natureza ética, política e cultural. Com base no excerto acima e no quadro de Marcel Duchamp, assinale a alternativa correta.
QUESTÃO 2 Certas imagens literárias podem tornar-se nucleares para uma cultura. Assim, por exemplo, a figura do marinheiro em Portugal. Ela adquire significados diferentes em períodos históricos distintos, mas conserva um elemento permanente. A semelhança entre a imagem do marinheiro em Camões e em Fernando Pessoa reside
QUESTÃO 3 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía*. (Luís Vaz de Camões) *soía: terceira pessoa do pretérito imperfeito do indicativo do verbo “soer” (costumar, ser de costume). (Luís de Camões, 20 sonetos. Campinas: Editora da Unicamp, p.91.) Indique a afirmação que se aplica ao soneto escrito por Camões.
QUESTÃO 4 No conto “O espelho”, de Machado de Assis, uma personagem assume a palavra e narra uma história. Assinale a alternativa que explicita sua interlocução com os cavalheiros presentes.
QUESTÃO 5 “Era Noca, que vinha toda alterada. ─ Nossa Senhora! Quebrou-se o espelho grande do salão! ─ Quem foi que o quebrou? Perguntou Nina, para dizer alguma coisa. ─ Ninguém sabe. Veja só, que desgraça estará para acontecer! Espelho quebrado: morte ou ruína. ─ Morte! Se fosse a minha...” (Júlia Lopes de Almeida, A Falência. Campinas: Editora da Unicamp, 2018, p. 257.) O diálogo apresenta a reação das personagens femininas ao incidente doméstico com o objeto de decoração no palacete de Botafogo. Assinale a alternativa que justifica a fala final de Nina.
QUESTÃO 6 “ Repartimos a vida em idades, em anos, em meses, em dias, em horas, mas todas estas partes são tão duvidosas, e tão incertas, que não há idade tão florente, nem saúde tão robusta, nem vida tão bem regrada, que tenha um só momento seguro.” (Antonio Vieira, “Sermão de Quarta-feira de Cinza – ano de 1673”, em A arte de morrer. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p. 79.) Nesta passagem de um sermão proferido em 1673, Antônio Vieira retomou os argumentos da pregação que fizera no ano anterior e acrescentou novas características à morte. Para comover os ouvintes, recorreu ao uso de anáforas. Assinale a alternativa que corresponde ao efeito produzido pelas repetições no sermão.
QUESTÃO 7 De acordo com Heloísa Starling, “ Sertão é uma palavra carregada de ambiguidade. Sertão pode indicar a formação de um espaço interno, a fronteira aberta, ou um pedaço da geografia brasileira onde a terra se torna mais árida, o clima é seco, a vegetação escassa. Mas a palavra é igualmente utilizada para apontar uma realidade política: a inexistência de limites, o território do vazio, a ausência de leis, a precariedade dos direitos. Sertão é, paradoxalmente, o potencial de liberdade e o risco da barbárie – além de ser também uma paisagem fadada a desaparecer. (Adaptado de Heloisa Murgel Starling, A palavra “sertão” e uma história pouco edificante sobre o Brasil. Disponível em https://www.suplementopernambuco. com.br/artigos/2243-a-palavra-sert%C3%A3o-e-uma-hist%C3%B3ria-pouco-edifi cante-sobre-o-brasil.html. Acessado em 06/08/2020.) Assinale o excerto que corresponde à ideia de sertão desenvolvida pela autora.
QUESTÃO 8 Entre os versos de Gilberto Gil transcritos a seguir, podemos identificar uma relação paradoxal em:
UNICAMP · 2021 · Português
QUESTÃO 9 A Equipe AzMina fez um experimento buscando no Google “frases para o Dia das Mães”. E o resultado foi um festival de frases que romantizam a maternidade. Ativaram, então, “sua caneta desromantizadora” para “corrigir” essas frases que estamos tão acostumados a ouvir, e muitas vezes reproduzir. (Adaptado de Equipe AzMina, Caneta desromantizadora de mensagens de dia das mães. Disponível em https://azmina.com.br/reportagens/caneta-desroman tizadora-de-mensagens-de-dia-das-maes/. Acessado em 09/05/2020.) As frases são “desromantizadas” porque a Equipe AzMina reconhece
QUESTÃO 10 Entre todas as palavras do momento, a mais flamejante talvez seja desigualdade. E nem é uma boa palavra, incomoda. Começa com des. Des de desalento, des de desespero, des de desesperança. Des, definitivamente, não é um bom prefixo. Desigualdade. A palavra do ano, talvez da década, não importa em que dicionário. Doravante ouviremos falar muito nela. De-si-gual-da-de. Há quem não veja nem soletre, mas está escrita no destino de todos os busões da cidade, sentido centro/subúrbio, na linha reta de um trem. Solano Trindade, no sinal fechado, fez seu primeiro rap, “tem gente com fome, tem gente com fome, tem gente com fome”, somente com esses substantivos. Você ainda não conhece o Solano? Corra, dá tempo. Dá tempo para você entender que vivemos essa desigualdade. Pegue um busão da Avenida Paulista para a Cidade Tiradentes, passe o valetransporte na catraca e simbora – mais de 30 quilômetros. O patrão jardinesco vive 23 anos a mais, em média, do que um humaníssimo habitante da Cidade Tiradentes, por todas as razões sociais que a gente bem conhece. Evitei as estatísticas nessa crônica. Podia matar de desesperança os leitores, os números rendem manchete, mas carecem de rostos humanos. Pega a visão, imprensa, só há uma possibilidade de fazer a grande cobertura: mirese na desigualdade, talvez não haja mais jeito de achar que os pontos da bolsa de valores signifiquem a ideia de fazer um país. A crônica instiga o leitor a ficar atento à desigualdade na cidade de São Paulo. Assinale a alternativa que identifica corretamente os recursos expressivos (estilísticos e literários) de que se vale o autor.
QUESTÃO 11 Assinale a alternativa que identifica corretamente recursos linguísticos explorados pelo autor nessa crônica.
QUESTÃO 12 “Se Cabral tivesse uma vaga noção d’ACAPA de hoje, véspera do 22 de abril de 2020, provavelmente teria desviado o curso de suas caravelas rumo a outras terras.” (ACAPA. Disponível em https://www.facebook.com/acapabr/. Acessado em 30/ 04/2020.) ACAPA é um perfil de Facebook, que publica capas possíveis de revista. O efeito humorístico na leitura dessa edição de ACAPA decorre mais precisamente do uso
QUESTÃO 13 (Disponível em https://toonhole.com/comic/what-would-you-like-for-christmas. Acessado em 30/07 /2020.) Ao reformular a sua pergunta, o Papai Noel
QUESTÃO 14 A página Greengo Dictionary apresenta, em inglês, interpretações bem-humoradas de expressões do português do Brasil. (Disponível em https://www.instagram.com/greengodictionary. Acessado em 26/05/2020.) Pode-se dizer que a expressão “little lecture”
UNICAMP · 2021 · Inglês
QUESTÃO 15 Em uma entrevista, a escritora nigeriana Ayobami Adebayo refletiu sobre os personagens principais (Yejide e Akin) e o contexto sociopolítico de seu romance Stay With Me. While writing, I also started thinking about the middle class in Nigeria. When Yejide visits her mother-in-law, there’s a very low fence in front of their house. It’s barely a fence. When Yejide and Akin build their own house in the early nineties, they erect a fence that’s higher than the house. You can’t see inside. That was something I observed about architecture in Nigeria—that at some point, probably in the eighties and nineties, when things became quite turbulent and there was all of this insecurity, one of the ways the people who could afford to insulate themselves against what was going on did was to build higher fences, to use money as a shield in a sense. I wanted that political turbulence to play in the background. (Adaptado de https://www.theparisreview.org/blog/2017/08/08/great-expectations -interview-ayobami-adebayo/. Acessado em 21/07/2020.) Segundo a autora, as casas e as cercas na Nigéria representam
QUESTÃO 16 Apresenta-se, a seguir, um artigo de opinião, seguido da resposta de uma leitora. IS BURNOUT REAL? Last week, the World Health Organization upgraded burnout from a “state” of exhaustion to “a syndrome” resulting from “chronic workplace stress” in its International Disease Classification. That is such a broad definition that it could well apply to most people at some point in their working lives. When a disorder is reportedly so widespread, it makes me wonder whether we are at risk of medicalizing everyday distress. If almost everyone suffers from burnout, then no one does, and the concept loses all credibility. By Richard A. Friedman I'm sure the author's generation also experienced workplace stress. However, his generation also experienced real economic stability and socioeconomic gains. There was a light at the end of the tunnel. Currently, we are working tirelessly towards what ends? There doesn't seem to be a light at the end of the tunnel. The burnout is psychological and existential as much as it is physical. Anna B. – New York, June 4, 2019 (Adaptado de https://www.nytimes.com/2019/06/03/opinion/burnout-stress.html. Acessado em 16/09/2020.) Em seu comentário, a leitora Anna B. discorda do autor do texto quanto à
QUESTÃO 17 All aboard the flat earth cruise – just don’t tell them about nautical navigation A group of people who believe the Earth is flat have announced their “boldest adventure yet”: a Flat Earth cruise scheduled for 2020. Flat earthers will enjoy swimming pools and perhaps even an artificial surf wave. There’s just one problem for those celebrating the flatness of the Earth. The navigational systems cruise ships, and other vessels, use rely on the fact that the Earth is not flat. “Nautical charts are designed with that in mind: that the Earth is round. GPS relies on 24 main satellites which orbit the Earth to provide positional and navigational information. The reason why 24 satellites were used is because of the curvature of the Earth,” said Henk Keijer, a former cruise ship captain who sailed all over the globe during a 23-year career. “At least three satellites are required to determine a position. But someone located on the other side of the Earth would also like to know their position, so they also require a certain number of satellites. Had the Earth been flat, a total of three satellites would have been enough to provide this information to everyone on Earth. But it is not enough, because the Earth is round.” (Adaptado de https://www.theguardian.com/science/2019/jan/09/flat-earth-cruisenautical-navigation. Acessado em 20/08/2020.) A respeito do fato noticiado, o autor do texto ressalta
QUESTÃO 18 O cartaz anterior, divulgado pela Organização Mundial da Saúde no contexto da atual pandemia, destaca o papel dos governos em
QUESTÃO 19 Reproduz-se abaixo uma carta do poeta inglês John Keats a sua amada Fanny Brawne. Sweetest Fanny, When you passed my window home yesterday, I was filled with as much admiration as if I had then seen you for the first time. You uttered a half complaint once that I only loved your Beauty. Have I nothing else then to love in you but that? Do not I see your heart? Nothing has been able to turn your thoughts a moment from me. Even if you did not love me I could not help an entire devotion to you: how much more deeply then must I feel for you knowing you love me. My Mind has been the most discontented and restless one that ever was put into a body too small for it. I never felt my Mind repose upon anything with complete and undistracted enjoyment – upon no person but you. When you are in the room my thoughts never fly out of window: you always concentrate my whole senses. Your affectionate, J. Keats (Adaptado de http://www.john-keats.com/briefe/. Acessado em 25/08/20.) O autor da carta
QUESTÃO 20 Equity is about giving people what they need, in order to make things fair. This is not the same as equality, social justice, nor is it the same as inequality. It is giving more to those who need it, which is proportionate to their own circumstances, in order to ensure that everyone has the same opportunities; for example providing more support to a disadvantaged student so they can reach their full potential. (Adaptado de https://social-change.co.uk/blog/2019-03-29-equality-and-equity; https://cx.report/2020/06/02/equity/. Acessado em 22/07/2020.) Sabemos que esses conceitos são complexos. Diante disso, o designer Tony Ruth os representou graficamente, como ilustram as figuras a seguir. Assinale a alternativa que mais se aproxima do conceito destacado no trecho anterior.
QUESTÃO 1 GÊNESIS (INTRO) Deus fez o mar, as árvore, as criança, o amor O homem me deu a favela, o crack, a trairagem As arma, as bebida, as puta Eu? Eu tenho uma Bíblia velha, uma pistola automática Um sentimento de revolta Eu tô tentando sobreviver no inferno (Racionais Mc’s, Sobrevivendo no inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 45.) “Gênesis” é a segunda canção do álbum Sobrevivendo no Inferno. É antecedida pela invocação de uma outra canção, intitulada “Jorge da Capadócia”, de Jorge Ben. É correto afirmar que as evocações dos elementos religiosos nesse álbum
QUESTÃO 2 Tradicionalmente, o palco pode apresentar uma variedade de estilos cênicos, entre os quais se destacam o estilo realista (põe em evidência detalhes ambientais para sugerir sensações e emoções vividas pelas personagens), o estilo expressionista (os objetos são distorcidos ou estilizados, com o fim de sugerir, mais que mostrar, o ambiente de atuação das personagens), o estilo simbolista (os objetos concretos sugerem ideias abstratas, segundo associações sinestéticas tradicionais: o verde, vestido pelos mágicos, indica a esperança; o vermelho, a cor do demônio, sugere uma paixão violenta; a veste branca simboliza a candura, a castidade). (Adaptado de Salvatore D´Onofrio, Teoria do texto 2: Teoria da lírica e do drama. São Paulo: Ática, 1995, p. 138.) Sem identidade, hierarquias no chão, estilos misturados, a pós-modernidade é isto e aquilo, num presente aberto pelo e. (Jair Ferreira dos Santos, O que é o pós-moderno. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 110.) Com base nas indicações cênicas (as didascálias) que abrem e fecham a peça O marinheiro, de Fernando Pessoa, é correto afirmar que o seu estilo é
QUESTÃO 3 Leia o poema e responda à questão que se segue. A fermosura desta fresca serra e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do Sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos oferece, se está, se não te vejo, magoando. Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; sem ti, perpetuamente estou passando, nas mores alegrias, mor tristeza. É correto afirmar que, no soneto de Camões,
QUESTÃO 4 O conto “O espelho”, de Machado de Assis, apresenta o esboço de uma teoria sobre a alma humana. A tese apresentada defende a existência de duas almas (interior e exterior), que completam o homem. Contudo, o narrador faz uma distinção entre as almas que mudam de natureza e estado e aquelas que são enérgicas. Escolha a alternativa que ilustra, no conto, a mutabilidade da alma exterior.
QUESTÃO 5 “ O vento da vida, por mais que cresça, nunca pode chegar a ser bonança; o vento da fortuna pode chegar a ser tempestade, e tão grande tempestade, que se afogue nela o mesmo vento da vida.” (Antônio Vieira, “Sermão de quarta-feira de cinza do ano de 1672”, em A Arte de Morrer. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p. 56.) No sermão proferido na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, Vieira recorre a uma metáfora para chamar a atenção dos fiéis sobre a morte. Assinale a alternativa que expressa a mensagem veiculada pela imagem do vento.
QUESTÃO 6 “ ─ Reputação! Ora, mamãe, e é a senhora quem me fala nisso! Camila estacou, sem atinar com a resposta, compreendendo o alcance das palavras do filho. A surpresa paralisou-lhe a língua; o sangue arrefeceu-selhe nas veias; mas, de repente, a reação sacudiu-a e então, num desatino, ferida no coração, ela achou para o Mário admoestações mais ásperas. Percebeu que a língua mais dizia que a sua vontade; mas não poderia contê-la. A dor atirava-a para diante, contra aquele filho, até então poupado.” (Júlia Lopes de Almeida, A falência. Campinas: Editora da Unicamp, 2018, p. 123.) A passagem apresenta a reação de Camila às palavras de seu filho. Assinale a alternativa que explica corretamente o comentário de Mário.
QUESTÃO 7 Num mundo dominado por homens, a mulher é tratada como um ser diferenciado, que merece uma designação especial. Enquanto a expressão “o homem” pode equivaler a “o ser humano”, como na frase “O homem é mortal”, a expressão “a mulher” só se refere aos seres humanos do gênero feminino. A língua também revela um tratamento diferente dado à mulher na sociedade ao conter designações específicas para ela, inexistentes para o homem. Assim, a mulher de um chefe de governo é chamada de “primeira-dama”, mas o marido de uma mulher que desempenha aquele cargo não é chamado de “primeiro-cavalheiro”. Conta-se que Cecília Meireles recusava a designação de “poetisa”, por achar que esse termo não tinha a mesma conotação de “poeta” (usado para os homens), ao contrário, soava até pejorativo. Por outro lado, Dilma Rousseff exigia que a tratassem por “presidenta” para enfatizar que quem ocupava o cargo de chefe da nação brasileira era finalmente uma mulher. (Adaptado de Francisco Jardes Nobre de Araújo, O machismo na linguagem. Disponível em https://www.parabolablog.com.br/index.php/ blogs/o-machismona-linguagem?fbclid=IwAR0n7sVvu2mNioWa1Gpp0BZL4TP6Uo-hGK7DKyltgIxk d tRfoOaI6OEPCZE. Acessado em 05/06/2020.) Segundo o autor de “O machismo na linguagem”,
QUESTÃO 8 (Adaptado de Fernanda Young, Bando de cafonas. Publicado em https: //oglobo.globo.com/cultura/em-sua-ultima-coluna-fernanda-young-sent enciacafonice-detesta-arte-23903168. Acessado em 27/05/2020.) *cafona: quem tem ou revela mau gosto (roupa cafona); que revela gosto ou atitude vulgares. (Adaptado de aulete.com.br.) Essa releitura do significado de “cafona” salienta
QUESTÃO 9 Em relação aos recursos de coesão usados na construção do texto, é correto afirmar que:
QUESTÃO 10 Texto 1 “Algumas vozes nacionais estão tentando atualmente encaminhar a discussão em torno da identidade ‘mestiça’, capaz de reunir todos os brasileiros (brancos, negros e mestiços). Vejo nesta proposta uma nova sutileza ideológica para recuperar a ideia da unidade nacional não alcançada pelo fracassado branqueamento físico. Essa proposta de uma nova identidade mestiça, única, vai na contramão dos movimentos negros e de outras chamadas minorias, que lutam pela construção de uma sociedade plural e de identidades múltiplas.” (Kabengele Munanga, Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: Identidade Nacional versus Identidade Negra. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 16.) Texto 2 “Os meus olhos coloridos/ Me fazem refletir/ Eu estou sempre na minha/ E não posso mais fugir/ Meu cabelo enrolado/ Todos querem imitar/ Eles estão baratinados/ Também querem enrolar/ Você ri da minha roupa/ Você ri do meu cabelo/ Você ri da minha pele/ Você ri do meu sorriso/ A verdade é que você,/ (Todo brasileiro tem!)/ Tem sangue crioulo/ Tem cabelo duro/ Sarará crioulo.” (Macau, “Olhos Coloridos”, 1981, gravada por Sandra de Sá. Álbum: “Sandra de Sá”. RCA.) Considerando o alerta de Munanga em relação a algumas “vozes nacionais”, a canção de Macau
QUESTÃO 11 Dizer que Caetano falou "X” porque "é um leonino vaidoso" quer dizer que: a) todo leonino é vaidoso (se leonino, vaidoso), ou b) que ele pertence a um subconjunto de leoninos, os vaidosos? (o que dá, no primeiro caso, "leonino, que é vaidoso" e no segundo, "leonino que é vaidoso"). (Sírio Possenti, postagem na rede social Facebook, 8 de agosto de 2020.) Entre os comentários à postagem, qual deles responde corretamente à pergunta do autor?
QUESTÃO 12 TEXTO 1 antipoema é preciso rasurar o cânone distorcer as regras as rimas as métricas o padrão a norma que prende a língua os milionários que se beneficiam do nosso silêncio do medo de se dizer poeta, só assim será livre a palavra. TEXTO 2 “O povo não é estúpido quando diz ‘vou na escola’, ‘me deixe’, ‘carneirada’, ‘mapear’, ‘farra’, ‘vagão’, ‘futebol’. É antes inteligentíssimo nessa aparente ignorância porque, sofrendo as influências da terra, do clima, das ligações e contatos com outras raças, das necessidades do momento e de adaptação, e da pronúncia, do caráter, da psicologia racial, modifica aos poucos uma língua que já não lhe serve de expressão porque não expressa ou sofre essas influências e a transformará afinal numa outra língua que se adapta a essas influências.” (Carta de Mário a Drummond, 18 de fevereiro de 1925, em Lélia Coelho Frota, Carlos e Mário: correspondência completa entre Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade. Rio de Janeiro: Bem-Te-Vi, 2002, p. 101.) Apesar de passados quase 100 anos, a carta de Mário de Andrade ecoa no poema de Ma Njanu. Ambos os textos manifestam
QUESTÃO 13 A situação abaixo ocorreu em uma entrevista com a atriz Scarlett Johansson e o ator Robert Downey Junior, que atuaram juntos em um filme. (Disponível em https://www.cracked.com/blog/14-epic-comebacks-stars-gave-tostupid-interview-questions/. Acessado em 25/06/20.) Em sua resposta, a atriz
QUESTÃO 14 Os tweets abaixo remetem ao contexto do trabalho domiciliar durante o período de isolamento social. (Disponível em https://twitter.com/ajdewerd/status/1237495536036581379. Acessado em 30/07/2020.) A resposta de Andrea ao tweet de Julieanne
QUESTÃO 15 A curious item was found among Beethoven’s effects, locked away in a drawer, at the time of his death: three letters, written but apparently never sent (they may have been sent but returned to him), to the “Immortal Beloved.” The content, which varies from high-flown poetic sentiments to banal complaints about his health and discomfort, makes it clear that this is no literary exercise but was intended for a real person. The month and day of the week are given, but not the year. The periods 1801–02, 1806–07, and 1811–12 have been proposed, but the last is the most probable. The most cogent arguments regarding the identity of the person addressed, those by Maynard Solomon, point to Antonie Brentano, a native Viennese, who was the wife of a Frankfurt merchant and sister-in-law to Beethoven familiar Bettina Brentano. (Adaptado de https://www.britannica.com/biography/Ludwig-van-Beethoven. Acessado em 29/07/20.) A partir do conteúdo do texto, pode-se afirmar que
QUESTÃO 16 Catherine Fletcher, Tue 4 Feb 2020 The decision by a UK University to close history, modern languages and politics degrees in favour of more “careerfocused” courses has been widely criticised. The problem lies in reducing university education to what sells to employers. A society – and a world – urgently needs people who have the education to think about big issues, which aren’t only scientific or technological: they’re also about the ways that people have made, and continue to make, decisions. The humanities matter. And it matters that students from all backgrounds have the opportunity to join in these world-changing discussions. Roger Brown, Mon 10 Feb 2020 Catherine Fletcher is completely correct to warn about the damage that current policies are doing to the humanities. But her warning comes much too late. As I and other scholars have shown, the problem started with a government green paper which declared that the fundamental purpose of higher education was to serve the economy. Until we recover the idea that higher education is as much about the public good as anything else, we will never be able to sustain the humanities as an essential component of a balanced curriculum. Unfortunately, there is very little sign that this has been grasped by any of our current policymakers. (Adaptado de www.theguardian.com/education/2020/feb/10/humanities-are-notthe-right-courses-to-cut. Acessado em 22/05/2019.) Os textos acima concordam quanto à identificação de um problema nos cursos universitários no Reino Unido, mas divergem quanto
QUESTÃO 17 OUR WORD OF THE YEAR FOR 2019 IS THEY English lacks a gender-neutral singular pronoun to correspond with singular pronouns like everyone or someone, and as a consequence they has been used for this purpose for over 600 years. Recently though, they has also been used to refer to a person whose gender identity is nonbinary, a sense that is increasingly common in published text, social media, and in daily personal interactions between English speakers. There's no doubt that its use is established in the English language, which is why it was added to the Merriam-Webster dictionary in September of 2019. Nonbinary they was also prominent in the news in 2019. Congresswoman Pramila Jayapal (WA) revealed in April that her child is gender-nonconforming and uses they. And the American Psychological Association’s blog officially recommended that singular they be preferred in professional writing over “he or she” when the reference is to a person whose gender is unknown or to a person who prefers they. (Adaptado de https://www.merriam-webster.com/words-at-play/word-of-the-year/ they. Acessado em 29/04/2020.) De acordo com o texto, o fato de uma palavra simples, como o pronome “they”, ter sido escolhida como a palavra do ano de 2019 se justifica pela necessidade de
QUESTÃO 18 O cartaz reproduzido a seguir faz parte de uma campanha da Organização Pan-Americana da Saúde. (Disponível em https://www.paho.org/en/topics/violence-against-women. Acessado em 24/08/2020.) Qual das medidas abaixo é recomendada no cartaz?
QUESTÃO 19 “There Will Come Soft Rains” (Sara Teasdale) There will come soft rains and the smell of the ground, And swallows circling with their shimmering sound; And frogs in the pools singing at night, And wild plum trees in tremulous white; Robins will wear their feathery fire, Whistling their whims on a low fence-wire; And not one will know of the war, not one Will care at last when it is done. Not one would mind, neither bird nor tree, If mankind perished utterly; And Spring herself, when she woke at dawn Would scarcely know that we were gone. (Disponível em https://poets.org/poem/there-will-come-soft-rains. Acessado em 24/08/2020.) O poema destaca
QUESTÃO 20 ‘The Complete Stories,’ by Clarice Lispector By Terrence Rafferty July 27, 2015 There’s a whiff of madness in the fiction of Clarice Lispector. The “Complete Stories” of the Brazilian writer, edited by Benjamin Moser and sensitively translated by Katrina Dodson, is a dangerous book to read quickly or casually because it’s so consistently delirious. Sentence by sentence, page by page, Lispector is exhilaratingly, arrestingly strange, but her perceptions come so fast, veer so wildly between the mundane and the metaphysical, that after a while you don’t know where you are, either in the book or in the world. So it’s best to approach her with some caution. For the ordinary reader — that is to say, for most of us — immersion in the teeming mind of Clarice Lispector can be an exhausting, even a deranging, experience, not to be undertaken lightly. (Pack food, water, a first aid kit and plenty of sunblock.) Her stories are full of strange words, in strange combinations, and her “Complete Stories” is a remarkable book, proof that she was — in the company of Jorge Luis Borges, Juan Rulfo and her 19th-century countryman Machado de Assis — one of the true originals of Latin American literature. THE COMPLETE STORIES By Clarice Lispector Edited by Benjamin Moser Translated by Katrina Dodson 645 pp. New Directions. $28.95. (Adaptado de https://www.nytimes.com/2015/08/02/books/review/the-completestories-by-clarice-lispector.html. Acessado em 21/07/20.) No texto acima, o livro de Clarice Lispector recebe uma crítica
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QUESTÃO 2 “Comovia ‑ se ao observar o arranjo das pétalas picotadas — por um anjo? — dos cravos. Via olhos na corola dos malmequeres e carrancas sisudas ou brincalhonas nas nervuras da casca dos limões. Se Celestino tivesse tido tempo e paciência para um último desejo, teria tropeçado nos canteiros, caído sobre as flores e aí pereceria, engrinaldado. Vinda a chuva, a chuva o regaria. Chegado o vento, o vento sopraria sobre o seu cadáver. As mãos e as pernas ganhariam raiz até as suas plantas o cobrirem e dominarem o seu corpo, abraçando ‑ o como a um pai. Ter ‑ se ‑ ia tornado domínio delas, num caixão a céu aberto. Mas não foi assim que aconteceu.” Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas. Em A visão das plantas, a narrativa de Djaimilia Pereira de Almeida opera uma inversão de perspectiva ao situar Celestino, um antigo traficante de escravizados, em um jardim que “observa” a sua própria decadência física e mental. Considerando o excerto apresentado, depreende-se:
QUESTÃO 41 Uma mulher desenvolve sua consciência política no percurso de sua busca pessoal por liberdade e independência em uma sociedade dominada pela vontade e pela razão masculinas. Analisando o desfecho do romance, verifica-se que, mesmo no interior da militância política e das lutas operárias da década de 1930, há um descompasso entre o discurso que afirma a igualdade entre homens e mulheres e a força resistente dos preconceitos que separam os papéis e lugares sociais de cada sexo. A obra em questão é:
QUESTÃO 42 O Agente Secreto parece ter dificuldades em conter a força transbordante de uma pulsão criativa que se descobriu liberada. Camadas se multiplicam em citações fílmicas e ações cristalizadas se adensam para condensar, como num mergulho em espelhos enfileirados. A própria sala de cinema (já onipresente no longa anterior Retratos Fantasmas e que agora surge pela ficção no Cinema São Luiz) faz novos sedimentos de filme dentro do filme dentro do cinema, figurando, através das mãos do projecionista protagonista, a exibição e manipulação inclusive da matéria coisa-película. Algumas críticas se dedicaram a este horizonte que deglute sem dó, como um moedor de carne, tudo o que se cristaliza em gênero cinematográfico em torno de 1977, época em que a trama ficcional se passa. Podemos começar (e talvez findar) por Tubarão /1975 de Steven Spielberg, o grande filme de ação que afirma a nova geração da Hollywood nos anos 1970, ao qual Mendonça rende homenagem pelo fio que remete à sua Recife, assolada na realidade pela presença muito concreta do peixe em suas praias e os fantasmas imaginários que produz. Fernão Pessoa Ramos. O Agente Secreto. Disponível em https://aterraeredonda.com.br/. Adaptado. O excerto destaca que o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, mobiliza “camadas”, “citações fílmicas” e incorpora gêneros cinematográficos dos anos 1970. Considerando o conceito de intertextualidade, esse procedimento
QUESTÃO 46 Em Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo, as diversas mulheres que atravessam a vida de Fio Jasmim são marcadas pela pluralidade de experiências. Dadas as diferenças sociais e de classe entre personagens, como Juventina e Pérola Maria, assinale a alternativa que descreve a articulação dessas distinções na narrativa.
QUESTÃO 53 A impessoalização é uma estratégia linguística típica de artigos científicos e de divulgação científica. Um recurso de impessoalização exemplificado no texto encontra-se no uso de
QUESTÃO 67 “Também eu, que aos poucos estava me reduzindo ao que em mim era irredutível, também eu tinha milhares de cílios pestanejando, e com meus cílios eu avanço, eu protozoária, proteína pura. Segura minha mão, cheguei ao irredutível com a fatalidade de um dobre — sinto que tudo isso é antigo e amplo, sinto no hieróglifo da barata lenta a grafia do Extremo Oriente. E neste deserto de grandes seduções, as criaturas: eu e a barata viva. A vida, meu amor, é uma grande sedução onde tudo o que existe se seduz. Aquele quarto que estava deserto e por isso primariamente vivo. Eu chegara ao nada, e o nada era vivo e úmido.” Clarice Lispector. A paixão segundo G.H. Considerando a estética de Clarice Lispector e a trajetória da personagem G.H., o excerto
QUESTÃO 69 A balada é um gênero narrativo de origem medieval, tradicionalmente ligado à dança, à música e ao canto. Sua composição tem um ritmo mais lento, quer de índole romântica, quer como registro de um quotidiano alienador ou hostil. A oralidade tem grande importância na composição, execução e transmissão da balada, o que leva a repetições de fórmulas no interior de uma mesma estrofe ou entre estrofes. Esse gênero tem também a característica geral de não ter um autor identificável, mas coletivo e anônimo, o que o faz representativo de uma comunidade ou um povo. Miguel Alarcão. E-Dicionário de Termos Literários, “Balada”. Disponível em https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/balada. Adaptado. A partir do que se afirma no texto, a escolha do título Balada de amor ao vento se justifica porque o romance
QUESTÃO 70 “A vida não me corre mal. Já lá vão os tempos em que vivi de miséria e morte, mas hoje existe em mim bem demarcada a realidade e o sonho. Mas para quê, recordar isso agora? Passaram já dezesseis anos que o Mwando me abandonou e talvez já tenha morrido. Tudo fiz para que ele regressasse. Os melhores curandeiros fizeram tudo ao seu alcance tentando produzir o milagre do regresso e nada. Acredito que foi tudo obra dos maus espíritos, que é o sangue da Phati que clamava por vingança. Todos os curandeiros foram unânimes em afirmar que os meus espíritos e os do Mwando estão em pé de guerra lá no fundo da terra e por essa razão recusaram sempre a nossa união. O Mwando era um homem majestoso, mas tinha aquela cortina de mistério que nunca consegui desvendar. Não quero mais saber dele, mas guardo doces recordações do tempo dos sonhos.” Paulina Chiziane. Balada de amor ao vento. No excerto, a reflexão de Sarnau articula experiência e memória, contribuindo para o sentido do texto ao
QUESTÃO 73 Este poeta está Do outro lado do mar Mas reconheço a sua voz há muitos anos E digo ao silêncio os seus versos devagar Relembrando O antigo jovem tempo tempo quando Pelos sombrios corredores da casa antiga Nas solenes penumbras do silêncio Eu recitava “As três mulheres do sabonete Araxá” E minha avó se espantava Manuel Bandeira era o maior espanto da minha avó Quando em manhãs intactas e perdidas No quarto já então pleno de futura Saudade Eu lia A canção do “Trem de ferro” E o “Poema do beco” Tempo antigo lembrança demorada Quando deixei uma tesoura esquecida nos ramos da cerejeira Quando Me sentava nos bancos pintados de fresco E no Junho inquieto e transparente As três mulheres do sabonete Araxá Me acompanhavam Tão visíveis (...) Estes poemas caminharam comigo e com a brisa (...) E foram parte do tempo respirado Sophia de Mello Breyner Andresen. Geografia. No poema “Manuel Bandeira”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, a voz lírica revisita memórias da juventude associadas à leitura da obra do poeta modernista brasileiro. A partir da construção temporal, da dimensão metapoética e do diálogo intertextual presentes no poema, é correto afirmar:
QUESTÃO 74 Ao morrer minha mãe, eu era criancinha; E meu pai me vendeu quando ainda a língua minha Dizia “vale-dor!” De “varredor” não fujo, Pois limpo chaminés, e sigo sempre sujo. (...) E um Anjo apareceu, com chave refulgente, E abriu os seus caixões, soltando-os novamente; E correm na verdura, a rir, para o arrebol, E se banham num rio e reluzem ao sol. (...) E esse Anjo disse a Tom que, se ele for bonzinho, Terá a Deus como pai, e todo o seu carinho. William Blake. “O limpador de chaminés”. Canções da inocência (1789). In: Poesia e prosa selecionadas. São Paulo: J.C. Ismael Editor, 1984.Tradução: Paulo Vizioli. A partir da leitura do excerto e considerando o contexto da Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII, assinale a alternativa que interpreta corretamente a relação entre os aspectos poéticos e a trama histórica.
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QUESTÃO 9 O período “A língua portuguesa, longe de ser apenas um idioma, ergueu uma muralha simbólica” é reescrito sem alteração de sentido em:
QUESTÃO 10 Considerando o contexto, o par de palavras empregadas em sentido figurado com a mesma função semântica e argumentativa é
QUESTÃO 12 Na canção Velha roupa colorida, ao propor uma reflexão sobre diferentes momentos, o título orienta o sentido geral do texto, levando à compreensão de que
QUESTÃO 13 A repetição da expressão “nunca mais” ao longo do texto não se limita a reforçar uma ideia já apresentada. No contexto da canção, tal repetição
QUESTÃO 15 Leia os excertos dos poemas O Navio Negreiro (1868), de Castro Alves, e O africano e o poeta, extraído de Nebulosas (1872), de Narcisa Amália. Depreende-se dos poemas:
QUESTÃO 18 Em Memórias de Martha (1899), Julia Lopes de Almeida apresenta uma narrativa que, embora dialogue com a estética naturalista, introduz deslocamentos críticos significativos. Considerando a trajetória da protagonista no romance, assinale a alternativa que caracteriza a relação entre a forma literária e a crítica social na obra.
QUESTÃO 29 Examine o cartum a seguir. Laerte. Folha de S. Paulo. 19 de janeiro de 2026. https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/. O mecanismo linguístico responsável pelo efeito cômico no cartum é descrito de forma mais evidente em:
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QUESTÃO 35 O emprego do adjetivo “thrilling” (4 º parágrafo) para caracterizar os resultados da pesquisa
QUESTÃO 43 Em Caminho de pedras (1937), Rachel de Queiroz desloca o foco do regionalismo rural para a militância política urbana. No entanto, a obra não se limita ao panfleto ideológico, construindo uma tensão constante entre a disciplina do partido e a subjetividade da protagonista Noemi. Assinale a alternativa que descreve corretamente como esse conflito é representado na narrativa.
QUESTÃO 65 Considerado o contexto, a expressão idiomática “ step up to the plate” (1 º parágrafo) tem como efeito
QUESTÃO 72 No texto, o emprego metafórico do termo “scaffolding” (7 º parágrafo)
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QUESTÃO 1 Henfil. O Pasquim, edição 716 (17 a 23/03/1983), Rio de Janeiro. A charge publicada em 1983
QUESTÃO 7 Com base no texto, depreende-se que
QUESTÃO 8 Considerando a estruturação sintática do primeiro parágrafo do texto, é correto afirmar que o autor, predominantemente,
QUESTÃO 23 Em relação aos imperativos “foca”, “curta” e “siga”, é correto afirmar que, no texto,
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QUESTÃO 24 Perhaps you’ve noticed that more and more people are “creative” these days: creative directors, creative consultants, content creators. In recent essays, researchers reflect upon how a word once applied to artists was co-opted by the corporate and tech worlds. In the postwar consumer economy, businesses began to prize “creative” thinkers who could figure out how to brand and sell products. The vogue for creativity led to such intense and wacky ideas as Synectics, a kind of group therapy designed to solve problems by accessing the subconscious. Creativity has become a life style, with “coders dressed like bohemians,” and also the paragon of human flourishing: “Uncreative people are rigid and repressed; creative people are authentically themselves, and therefore fully human.” That sounds nice, but reading more about the topic could help to understand how in such cases creativity has always been more about economics than about aesthetics. Disponível em https://www.newyorker.com/magazine/. Adaptado. De acordo com o texto, o emprego da “criatividade” pelo mundo corporativo tem como objetivo
QUESTÃO 29 Bill Whitehead. Disponível em facebook.com/FreeRangeComic. No quadrinho, a origem do humor essencialmente reside
QUESTÃO 30 O uso da memória, mesclado ao nacionalismo da primeira fase modernista, foi recorrente entre os autores da literatura regionalista. A tela de Tarsila do Amaral, Palmeiras (1925), reproduzida a seguir, destaca a memória nacional para a produção artística na medida em que apresenta uma fazenda de maneira peculiar. Tarsila do Amaral. Palmeiras. 1925. Óleo sobre tela. 87 x 74,5 cm. Coleção Particular. Foto: Romulo Fialdini. Reprodução: 300 dpi 22,1 x 30 cm. Fonte: https://www.tarsiladoamaral.com.br/. Considerando que a tela de Tarsila do Amaral foi a capa da terceira edição (2018) de Água Funda, depreende-se, da relação entre as duas obras, que Ruth Guimarães
QUESTÃO 34 Em relação à descrição do momento de 1968 na carreira de Elvis Presley, a sinopse destaca um ponto crucial na trajetória do cantor, referindo-se ao ano como uma fase de decisão. O retorno de Elvis é representado principalmente como
QUESTÃO 35 O uso do adjetivo “meteórica” no trecho que descreve a ascensão de Elvis nos anos 1950 revela a intenção de se enfatizar
QUESTÃO 36 Os mitos da figueira ancestral e da cobra que lança línguas de fogo são comuns nas descrições dos dois falecimentos. Os sepultamentos do rei e da rainha, no entanto, trazem tanto elementos comuns (como o sepultamento na mesma posição do óbito) quanto diferenciadores a respeito do que cada um trazia consigo ao ser enterrado e quanto às finalidades da observância daquelas tradições. Nesse contexto, é correto afirmar que não chover guarda relação com a
QUESTÃO 37 A busca pela paz entre todos os descendentes da rainha é uma possível alusão às disputas
QUESTÃO 38 A pose de isentão no texto é melhor caracterizada pelo excerto:
QUESTÃO 39
QUESTÃO 40 Tenho uma filha crescida que ainda estuda embora já tenha estudado muito. Um dia disse-me (...) Que a terra é a mãe da natureza e tudo suporta para parir a vida. Como a mulher. Os golpes da vida a mulher suporta no silêncio da terra. Na amargura suave segrega um líquido triste e viscoso como o melão. Quem já viajou no mundo da mulher? Quem ainda não foi, que vá. Basta dar um golpe profundo, profundo, que do centro vermelho explodirá um fogo mesmo igual à erupção de um vulcão. Paulina Chiziane. Balada de amor ao vento. A citação apresentada estabelece argumentos que serão desenvolvidos ao longo do romance de Paulina Chiziane. Considerando a comparação que constitui esse argumento, é correto afirmar:
QUESTÃO 41 No quadro a seguir, são reproduzidos três trocadilhos, frases que possuem a função de serem engraçadas. Disponível em https://parade.com/1024249/marynliles/. O efeito de humor dos trocadilhos decorre da compreensão da
QUESTÃO 42 Um self social deste tipo pode ser chamado de self refletido ou self espelho. Ao ver nossa face, imagem e vestimenta no espelho, e ao estarmos interessados neles por serem nossos, e satisfeitos ou não com eles dependendo de corresponderem ou não ao que gostaríamos que fossem; então, na imaginação, nós percebemos na mente do outro algum pensamento sobre nossa aparência, nosso jeito, nossos objetivos, atos, caráter, amigos etc., e somos afetados por isso. Uma ideia de self deste tipo parece ter três elementos principais: a imaginação da nossa aparência para a outra pessoa; a imaginação do julgamento que o outro faz dessa aparência, e algum tipo de sentimento sobre si, tal como orgulho ou mortificação. O que nos move para o orgulho ou vergonha não é o mero reflexo mecânico de nós, mas um sentimento imputado, o efeito imaginado deste reflexo na mente do outro. Charles Horton Cooley. Human nature and public order. ( Revised edition ) . New York: Charles Scribner's Sons, 1922. Adaptado. De que maneira é possível compreender os efeitos de redes sociais como o Instagram na saúde mental e vida dos jovens a partir da noção de “ self -refletido” / “ self -espelho” desenvolvida pelo sociólogo Charles Cooley?
QUESTÃO 43 Disponível em https://cultura.estadao.com.br/. Contribui para o efeito de humor da tirinha a fala final de Calvin, no quarto quadrinho, em que ele se mostra
QUESTÃO 44 viii. Canção de matar Do dia nada sei O teu amor em mim Está como o gume De uma faca nua Ele me atravessa E atravessa os dias Ele me divide Tudo o que em mim vive Traz dentro uma faca O teu amor em mim Que por dentro me corta Com uma faca limpa Me libertarei Do teu sangue que põe Na minha alma nódoas O teu amor em mim De tudo me separa No gume de uma faca O meu viver se corta Do dia nada sei E a própria noite azul Me fecha a sua porta Do dia nada sei Com uma faca limpa Me libertarei. Sophia de Mello Breyner Andresen. O Cristo cigano (Grifos nossos). O Cristo cigano é um poema narrativo, dividido em onze poemas numerados e um prefácio. A palavra faca é repetida diversas vezes, assumindo diferentes possibilidades de significação. No texto, a palavra faca indica a separação
QUESTÃO 60 No trecho a seguir, o personagem Quincas Borba pretende criticar uma opinião bastante comum sobre as doenças infecciosas letais. Para tanto, ele apresenta um argumento: “Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa.” Machado de Assis. Quincas Borba. Qual das sentenças a seguir enfraquece o argumento desenvolvido no texto?
QUESTÃO 61 Pessoas havia que julgavam que o viver com moderação e o evitar qualquer superfluidade muito ajudavam para se resistir ao mal. Outras pessoas declaravam que, para tão imenso mal, eram remédios eficazes o beber abundantemente, o gozar com intensidade, o divertir-se de todas as maneiras. Inúmeras pessoas preferiam o caminho do meio. Usavam todas as coisas, com suficiência e moderação. Vagavam de um lugar a outro. Tão grande era o número de mortos que, escasseando os caixões, os cadáveres eram postos em cima de simples tábuas. Não foi um só o caixão a receber dois ou três mortos simultaneamente. Giovanni Boccaccio. Decamerão. São Paulo: Abril Cultural, 1970. Adaptado. O texto (c. 1350) refere-se à Peste Negra e às suas consequências em Florença no século XIV. Acerca dessa epidemia e de seus efeitos, é correto afirmar:
QUESTÃO 62 Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. Manuel Bandeira. Opus 10. Nos versos “Quando a Indesejada das gentes chegar” e “O meu dia foi bom, pode a noite descer”, destacam-se as seguintes figuras de linguagem:
QUESTÃO 73 A tirinha de Fernando Gonsales representa, de maneira cômica, a reprodução